Os grandes pensadores

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  • Publicado : 28 de janeiro de 2013
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Com o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna, o cenário político modificou-se da centralização dos feudos para a descentralização em Estados Nacionais. O progresso despontava e a divulgaçãodo pensamento e do conhecimento tornava-se cada vez mais evidente. Surge um novo ambiente para o desenvolvimento de uma nova visão antropológica manifestada nas mais variadas correntes de pensamentosdefendidas pelos grandes nomes da filosofia mundial da Idade Moderna.

Descartes, considerado o marco do pensamento antropológico que inaugura a Idade Moderna, enxergava ser possível, ao contrário deMontaigne, a existência de verdades absolutas. Para Montaigne, o conhecimento era impossível de ser apreendido tendo em vista o relativismo. Cada ser humano desenvolvia-se em um cenário cultural ehistórico diferente, sendo impossível elaborar uma tábua de valores que fosse aplicável a todos os homens em todas as épocas, motivo que inviabilizava a elaboração de qualquer conhecimento quepretendesse ser universal. Descartes, por sua vez, entendia possível afirmar alguma verdade, sobretudo, afirmar a existência do "eu". Para isso, por meio da dúvida metódica, Descartes procurou demonstrar que ohomem é uma “coisa que pensa”. E se o homem pensa, existe, idéia que deu origem ao célebre brocardo de sua autoria "Penso, logo existo". Portanto, para Descartes, o homem se afirma como ser na medidaque prova sua existência pelo pensamento. Descartes era dualista, mecanicista (os seres são máquinas como um relógio) advogava a separação entre corpo e alma e acreditava que a idéia de Deus erainata do homem.

Hobbes, pensador materialista, ao contrário do dualismo de Descartes, pregava que o "estado de natureza" do homem é egoísta e violento, numa permanente "guerra de todos contra todos",motivo que impõe a necessidade do absolutismo para evitar o caos.

Locke laborava sua antropologia na direção oposta da de Hobbes. Segundo ele, o homem é bom, o seu "estado de natureza" compreende...
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