Os desafios encontrados no controle de infecção hospitalar em unidade de terapia intensiva - utie infecção

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  • Publicado : 21 de maio de 2012
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OS DESAFIOS ENCONTRADOS NO CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA


A tecnologia aplicada à assistência hospitalar em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) viabiliza o prolongamento da sobrevida do paciente em situações muito adversas. Este fenômeno altamente positivo por um lado, por outro, é um dos fatores determinantes do aumento do risco de Infecção Hospitalar (IH)em pacientes críticos.


Na UTI concentram-se pacientes clínicos ou cirúrgicos  mais graves, necessitando de monitorização e suporte contínuos de suas funções vitais. Este tipo de clientela apresenta doenças ou condições clínicas predisponentes a infecções. Muitos deles já se encontram infectados ao serem admitidos na unidade e, a absoluta maioria, é submetida a procedimentos invasivos ouimunossupressivos com finalidades diagnostica e terapêutica.


A associação de doenças e fatores iatrogênicos faz com que os pacientes sejam mais susceptíveis à aquisição de infecções. A resposta imunológica do paciente  em terapia intensiva frente ao processo infeccioso é deficiente. Os seus mecanismos de defesa estão comprometidos tanto pela doença motivadora da hospitalização quanto pelasintervenções necessárias para o diagnóstico e tratamento.


Embora, os leitos destinados para terapia intensiva representem menos de 2% dos leitos hospitalares disponíveis no Brasil (PEDROSA, T.M.G., 1999), eles contribuem com mais de 25% das infecções hospitalares, com significativo impacto nos índices de morbidade e mortalidade (PEDROSA, T.M.G., 1999). Em muitos serviços as taxas chegam a ser 5 - 10vezes maior neste grupo de pacientes .


Estudos revelam que as infecções hospitalares representam as mais freqüentes complicações do tratamento em UTI (PEDROSA, T.M.G., 1999), dada a sua relevância no contexto da assistência, o nosso grupo de pesquisa, freqüentemente é convidado a ministrar orientações sobre medidas de prevenção e controle de IH, atinentes aos cuidados que esse tipo de pacientenecessita. Fundamentando-nos nas preocupações apresentadas pelos profissionais enfermeiros realizamos este estudo, visando contribuir para uma melhor compreensão acerca do fenômeno chamado infecção hospitalar em pacientes internados em UTI.


Ademais, dada a complexidade do controle de infecção hospitalar em UTI, consideramos que existe uma gama significativa de procedimentos que podeminimizar este agravo, adotando-se de medidas já constatadas como eficazes na busca da qualidade da assistência.


Assim sendo, constituem-se como objetivos: relatar os principais fatores dificultadores do controle de infecções em UTI e indicar aspectos relevantes a serem considerados na assistência de enfermagem em UTI na perspectiva do controle de infecção hospitalar.





A literatura(PEDROSA, T.M.G., 1999) apresenta como principais preocupações na prestação da assistência ao cliente em UTI, no que se refere à questão da infecção, os fatores intrínsecos relacionados à doença motivadora da internação e imunodepressão e os fatores extrínsecos relacionados aos procedimentos invasivos, ao ambiente e qualidade dos cuidados.


As infecções tem sido apontadas, em vários estudos, como aprincipal causa de óbito dos doentes internados em UTI (MENDONÇA, J. S., 1997).


A gravidade do paciente leva a uma alteração do comportamento imunológico, permite a proliferação de bactérias e leveduras não habitual em pessoas hígidas, além, de ativar os mediadores inflamatórios inespecíficos provocando alterações clínicas generalizadas.


Outras alterações são as insuficiências orgânicas,isoladas ou múltiplas, que comprometem as funções celulares devido aos inúmeros distúrbios metabólicos que ocasionam (DIAS, M. A., 1997).


A tecnologia que dá suporte na UTI, seja relacionada às novas condutas de diagnóstico ou terapêutica ou aos equipamentos de última geração fazem com que seja ultrapassada a capacidade espontânea de sobrevivência dos pacientes.


Assim sendo, as medidas...
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