Origem, evolução e atuais desafios

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 3

2 DESENVOLVIMENTO 4

3 CONCLUSÃO.......................................................................................................... 8

REFERÊNCIAS......................................................................................................... 10

INTRODUÇÃO

No “Capítulo II – Trajetória do serviço social no Brasil” (São Paulo:Cortez, 1988, p. 61-82), a autora Raquel Raichelis descreve a origem, trajetória e desenvolvimento do serviço social no Brasil, partindo da análise de alguns aspectos históricos, os principais ramos de atuação, até os atuais desafios do serviço social.

DESENVOLVIMENTO

O serviço social originou-se da mobilização da Igreja católica, na década de 1930, em solucionar algumasquestões sociais da classe operária, tendo início com o desenvolvimento dos grandes centros industriais, nos quais há uma intensa luta política, resumida em protestos contra a exploração e reivindicações por direitos. É, a partir do Estado Novo, que se reconhecem, minimamente, algumas demandas sociais, como forma de controle e subordinação da classe operária, neutralizando seu desenvolvimento. Oserviço social, nesta época, resumiu-se a algumas práticas de grupos femininos de origem burguesa ligados à Igreja católica.
Somente em 1936, já no Estado Novo, de intensa repressão social, que é criada a primeira escola de serviço social no Brasil, em São Paulo, objetivando ações sociais concretas, não assistencialistas ou paliativas, para minimizar as sequelas do capitalismo. A Igrejacatólica, através do “comunitarismo cristão”, busca uma estratégia política de influência junto ao Estado, intervindo nas questões sociais da classe operária, para diminuir a degradação moral e física existente. O serviço social, gradativamente, consolida a relação entre Igreja e Estado e da ideologia corporativa pós-1930 com o “comunitarismo cristão”, prevenindo a pobreza e criando leis sociais.Assim, apesar do autoritarismo imposto pelo Governo Vargas, verifica-se a consolidação das reivindicações do proletariado na busca de sua cidadania social.
O serviço social, apesar de objetivar a prestação de serviços à classe operária, não possui origem em suas demandas, mas, como forma de controle social do Estado e das classes dominantes, torna-se instrumento auxiliar na difusãoda ideologia dominante, com a implantação de programas que responderam às mínimas necessidades para que a classe trabalhadora continue produzindo, o que trouxe reflexos na prática e na relação entre o profissional social e a população.
Os assistentes sociais, apesar de enquadrados como profissionais liberais, começaram a serem contratados pelo Estado e empresas privadas para laborarem programas sociais e de técnicas do trabalho, fato que não representou um rompimento com suas origens assistenciais. A modernização das ações sociais exigiu a adoção de novos instrumentos técnico-metodológicos para otimizar sua atuação, identificando problemas, diagnosticando-os e aplicando o tratamento social apropriado. A partir da década de 1940, diante das profundas transformações sociais,políticas e econômicas, como o desenvolvimento industrial, a migração para suprir a oferta de emprego, a consequente exploração da força de trabalho, o controle estatal e o descumprimento da legislação trabalhista e social, faz surgir um novo e abrangente campo de atuação para o profissional do serviço social.
Apesar da redemocratização, o controle estatal e a burguesia industrialprosperam, baseados no arrocho salarial e na regressão da redistribuição da renda. O crescimento do proletariado, a migração rural e as mudanças nas classes sociais trazem a necessidade de ampliação dos instrumentos de controle social pelo Estado, que intervém no mercado de trabalho de forma normativa e assistencialista. Por outro lado, a classe empresarial cria instrumentos de defesa de seus...
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