Opinions and social making

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  • Publicado : 5 de novembro de 2012
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Introdução

No âmbito da disciplina de Psicologia Social dos Grupos e Equipas de Trabalho, foi-nos proposto pelo professor José Pedro Silva que realizássemos um comentário sobre a investigação de Solomon Asch acerca do seu estudo da temática do conformismo.
Segundo Asch, a influência das pressões sociais pode fazer com que as pessoas actuem em oposição às suas crenças e valores. Assim, maisdo que influências sobre a formação de juízos em situações ambíguas, novas e complexas, a pressão social deve ser entendida como um mecanismo de influência complexo que pode levar à adopção de comportamentos e atitudes contrários aos que os indivíduos assumem como próprios.
Para a realização deste trabalho baseámo-nos no artigo “Opinions and Social Pressure” da obra Social Psychology vol 2 (pp.403-407), New York: NY University Press dos autores E. Arronson & A. R. Pratkanis. Ao longo deste trabalho iremos fazer uma breve abordagem dos métodos experimentais que Asch utilizou na sua investigação, das várias variantes, bem como comentá-las e tirar conclusões sobre elas.
Ao longo dos tempos, foram surgindo várias teses para interpretar os resultados das influências sociais, concluindoque estas resultam do facto de os indivíduos, para evitar conflitos, terem tendência a assumirem compromissos; esforçarem-se, em situações ambíguas, por diminuir as suas discordâncias; integrarem como quadros de referência para as suas próprias acções as respostas e opiniões dos outros; seguirem respostas semelhantes entre si de modo a reforçarem a atracção interpessoal e a coesão grupal; exporemrespostas de acordo com as posições ocupadas nas hierarquias sócias ou com os juízos/valores característicos dos seus grupos sociais de referência e pertença.
Em suma, podemos então afirmar que os estudos sobre os mecanismos de influência e pressão social podem levar a questões associadas à capacidade que os indivíduos têm de preservarem a sua autonomia, independência, liberdade e identidade.Contexto e Objectivos do Estudo
É aceite por todos os indivíduos que as influências sociais modelam os costumes, os julgamentos e as crenças da população. Segundo Asch, uma criança domina o seu dialecto “materno” até chegar às maiores subtilezas; uma pessoa de uma tribo de canibais aceita o canibalismo como inteiramente adequado.
As ciências sociais partem da observação dos profundos efeitos queos grupos exercem sobre os seus membros, a pressão do grupo sobre as mentes dos indivíduos desperta inúmeras questões aos psicólogos.
Primeiramente é colocada a seguinte questão: “Como, e até que ponto, as forças sociais dominam as opiniões e atitudes das pessoas?” Os estudos desses problemas começaram com o interesse pela hipnose, despertado pelo médico francês Jean Martin Charcot (professor deSigmund Freud), por volta do fim do século XIX. Charcot acreditava que apenas os pacientes histéricos poderiam ser inteiramente hipnotizados, mas essa opinião foi, também, discutida por dois outros médicos, Hyppolyte Bernheim e A.A. Liébault, pois estes demonstraram que poderiam colocar quase todas as pessoas em transe hipnótico. Bernheim admitiu que a hipótese seria apenas uma forma extrema de umprocesso psicológico normal, que se tornou conhecido como “sugestibilidade”. Mostrou-se que a repetição monótona de instruções poderia provocar, nas pessoas normais no estado de vigília, mudanças corporais involuntárias – por exemplo, oscilação ou rigidez dos braços – e várias sensações, entre as quais as de calor e odor. Todas estas descobertas serviram de base para a explicação de numerososfenómenos sociais, desde a difusão de opinião, até à formação de multidões e a obediência a líderes. Gabriel Tarde resumiu tudo isso no aforismo: “O homem social é um sonâmbulo”.
Quando, no início do século XX, nasceu a psicologia social, as suas primeiras experiências foram, fundamentalmente, adaptações da demonstração de sugestão. Geralmente a técnica seguia um plano simples: Os sujeitos,...
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