Open innovvation

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Inovação aberta: um modelo a ser
explorado no Brasil
POR

BRUNO RONDANI E HENRY CHESBROUGH

A Inovação Aberta (Open Innovation) propõe
a abertura das fronteiras do processo de inovação
– da pesquisa básica à comercialização – mantendo um fluxo constante entre as empresas e
o mercado. A companhia inovadora integra os
recursos internos e externos (ideias, competências,
infraestrutura,tecnologias, capital), para alavancar
atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D), e
explora novos caminhos para colocar as inovações
no mercado.
A prática da inovação aberta acontece por
meio de acordos e se viabiliza de três formas,
conforme a direção do fluxo de recursos entre a
empresa inovadora e os agentes externos:
• De fora para dentro – se caracteriza pela cooperação comfornecedores, clientes, universidades
e escoteiros tecnológicos. Seus tipos mais comuns
de acordo são o licenciamento, a contratação de
P&D externo e aquisições.
• De dentro para fora – se caracteriza pela
disponibilização de patentes, desinvestimentos e
criação de spin-outs.
• Acoplada – está relacionada à formação
de redes de inovação, tendo como acordos mais
comuns, o licenciamento cruzado,codesenvolvimento, joint-ventures e spin-offs. Os fundos internos de
capital de risco (fundos corporativos) podem fomentar tanto spin-in e spin-outs, quanto spin-offs.
As práticas de inovação aberta se disseminam
ao redor do mundo globalizado, à medida que o

risco e o custo de inovação aumentam. Cada vez
mais, as empresas se vêm pressionadas a abrir
seus processos de inovação, devido afatores
como: diminuição do tempo de vida de produtos,
com o acirramento da competição; aumento da
complexidade, especialização e convergência de
tecnologias; consolidação da indústria de capital
de risco; maior mobilidade de profissionais qualificados e crescente distribuição na geração de
conhecimento.
No Brasil, apesar da carência de estudos sobre
a disseminação da inovação aberta, eventosdedicados ao tema e a abordagem na mídia voltada
para o público executivo, têm divulgado numerosos
casos de empresas que adotaram essa prática.
Já é possível constatar no País a presença dos
fatores propulsores da inovação aberta, com mais
um elemento estimulador: as políticas públicas de
incentivo à inovação.
FIM DA ERA DE P&D CENTRALIZADOS A lógica
emergente da inovação aberta se baseiana ideia
de que a vantagem competitiva de uma empresa
está na sua capacidade de articular conhecimento
e recursos (internos e externos) para inovar. Mas, a
premissa que sustentava a lógica dominante – nas
décadas de 70 a 90 –, era a do fortalecimento do
departamento de P&D interno, como barreira de
entrada a novos entrantes.
Foi um período em que predominaram, como
motores da inovação, osgrandes laboratórios de

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P&D corporativos centralizados. As empresas líderes faziam pesados investimentos em suas áreas
de P&D internas, como estratégia para atrair e
reter talentos, oferecendo-lhes os melhores recursos e infraestrutura para garantir bons resultados.
Rivais só poderiam ousar competir no mercado se
conseguissem levantarrecursos para criar seus
próprios laboratórios, em proporções equivalentes
às dos líderes. Como ilustração desse fenômeno,
em 1981 os investimentos privados nos Estados
Unidos estavam concentrados (71%) nas grandes
corporações com mais de 25 mil funcionários; em
2005, essa concentração tinha caído para apenas
37,5%. Por outro lado, empresas com menos de
mil funcionários, que representavamapenas 4,5%
desses investimentos em 1981, aumentaram sua
participação para 24% em 2005.
Há exemplos famosos de laboratórios que
tiveram de se reinventar nos últimos anos: o Menlo
Park, fundado pelo lendário Thomas Edison em
1876, que deu origem à General Electrics (GE);
o Bell Labs, de 1920, inicialmente da AT&T e
depois ligado à Lucent Technologies, mundialmente conhecido por inventar as...
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