Onicomicoses por fungos emergentes: análise clínica, diagnóstico laboratorial e revisão

8003 palavras 33 páginas
Araújo, Bastos, Souza & Oliveira

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Investigação Clínica, Laboratorial e Terapêutica / Clinical, Laboratory and Therapeutic Investigation

Ocorrência de onicomicose em pacientes atendidos em consultórios dermatológicos da cidade do Rio de Janeiro, Brasil* Occurrence of onychomycosis among patients attended in dermatology offices in the city of Rio de Janeiro, Brazil*
Adauto José Gonçalves de Araújo1 Maria Auxiliadora Jeunon Souza3 Otilio Machado P. Bastos2 Jeferson Carvalhaes de Oliveira 4
Resumo: FUNDAMENTOS - A infecção por dermatófitos afeta aproximadamente 40% da população mundial, representa 30% de todas as infecções micóticas cutâneas, e a onicomicose por dermatófito é a mais freqüente, representando entre 18 e 40% de todas as onico patias. A onicomicose é causada primariamente por dermatófitos, Candida spp. e outros fungos não dermatófitos. Entre os agentes fúngicos, os dermatófitos, particularmente Trichophyton rubrum, são os mais comuns desses patógenos. Atualmente, Candida spp. pode invadir a unha distal e proximal. As onicomicoses provocadas por fungos não dermatófitos vêm aumentando em sua prevalên cia, e, pela similaridade clínica com a onicomicose por dermatófito, é necessário o diagnóstico laboratorial para sua diferenciação. OBJETIVOS - O objetivo do presente trabalho é avaliar a ocorrência de onicomicose na cidade do Rio de Janeiro. MÉTODOS - Foram avaliados 2.920 pacientes entre janeiro de 1998 e dezembro de 1999, dos quais 1.416 apresentaram anormalidades nas unhas. RESULTADOS - A confirmação micológica de onicomicose foi possível em 565 dos 2.920 pacientes, e a prevalência estimada pontual na cidade do Rio de Janeiro é 19,34%. Os homens foram responsáveis por 34,16% das onicomicoses, e as mulheres por 65,84%. A distribuição por agente etiológico dos 224 pacientes com onicomicose que apresentaram cultura positiva foi: dermatófitos 64,7%, Candida spp. 30,1% e outros não dermatófitos 5,2%. CONCLUSÃO - A microbiota fúngica é completamente

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