Oligoidramnio

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Patologias do sistema amniótico (Oligoâmnio e Polidrâmnio)
Digitada por Isabela Chaves e Walda Coelho

Oligoâmnio ou Oligohidrâmnio:

1) Considerações gerais:
• LA≤300-400ml
• Frequência: de 0.5 a 5,5% das gestações

2) Funções do LA:
• Proteger o feto contra traumatismo
• Proteger o cordão umbilical de compressões (que podem interceptar o fluxo sanguíneo) duranteMF e CU. Quando compromete o fluxo, há redução na chegada de nutrientes para o feto, e isso, a longo tempo, tenderá a ter o crescimento reduzido em relação aos outros fetos
• Manter a temperatura da cavidade amniótica
• Auxiliar no desenvolvimento pulmonar fetal (mais importante!). numa fase inicial e até no início de fase intermediária do desenvolvimento do sistema respiratório dofeto, a ausência de LA no feto leva a um quadro de fibrose pulmonar.
• Líquido amniótico menor ou igual a 300-400 ml (conceito volumétrico, na prática não é possível). Dependendo da fase da gravidez o LA vai encontrar-se em volume diferente, atingindo seu máximo, em geral, em torno de 1000 ml por volta de 34-36 semanas e a partir daí, ele decresce lentamente até 40 semanas e após isso, decrescediminui mais rapidamente.

3) Fisiologia: Produção e Reabsorção
• O LA aumenta gradualmente até 34-36ss
• No início: passagem passiva através da membrana amniótica (na realidade o córion é sobreposto ao âmnio, é uma membrana dupla), por osmose. É como se fosse um ultra-filtrado do plasma materno.
• Entre 10-20ss: se assemelha ao plasma fetal. Ocorre a homeostaseentre o plasma e LA através da pele fetal e por não ter ainda sua queratina reposta, a membrana amniótica não serve como tal ( membrana permeável. A partir de 20 semana, quando há a deposição da camada de queratina, a pele torna-se impermeável. E então, a deglutição e a diurese fetal tem papel fundamental. Obviamente a deglutição diminuindo o líquido amniótico e a diurese, aumentando. Isso usando osistema urinário. Pois no sistema digestivo, embora seja encontrado células do sistema digestório, na realidade, não se espera que haja eliminação de mecônio. A presença no LA de mecônio deve ser considerada, até que se prove o contrário, sofrimento fetal, como resultado de relaxamento esfincteriano, portanto, não fisiológico.
• O lado da placenta que está em contato com o feto,chama-se face fetal. O outro lado, que está aderido ao endométrio, onde estão os cotilédones placentários, chama-se face materna. Então o feto não tem o menor contato com a face materna da placenta. A face fetal, onde se formam as membranas amniótica e coriônica, o cordão umbilical e os aparelhos respiratório e gastrointestinal fetal são fontes produtoras de LA.
• Todo o líquido, além dofiltrado materno no começo, e a partir do momento que o feto começa a produzir, semelhante ao próprio plasma do feto, a esse volume primitivo do feto é somado tudo que é produzido em nível de face de placenta, de cordão umbilical, de aparelho respiratório e aparelho gastrointestinal.
• Os pulmões produzem diariamente algo em torno de 200-400ml/dia (exsudato alveolar).
• No 3ºtrimestre, o feto urina de 600-1200ml/dia e engole de 200-1000ml/dia, o que significa dizer que 95% do LA é renovado diariamente. Além disso, o volume plasmático materno tem uma relação que não é conhecido precisamente, do ponto de vista fisiológico, com o LA. De qualquer forma, uma coisa é certa, não adianta a mãe ingerir água quando estiver com oligoâmnio, pois essa relação não é direta. Na realidade,se estiver faltando água para a mãe, é possível mexer neste controle final, mas indiretamente.
• Diminuição do LA lentamente ( diminuição da função placentária ( insuficiência placentária ( sofrimento fetal crônico, ou seja, compensado.
• Diminuição do LA de forma aguda ( influencia na função respiratória da placenta ( menos oxigênio ao feto, ou seja, ele entra em sofrimento...
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