Oleiros

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OLEIROS DE SÃO JOSÉ



Merlin Cesconetto
Rikeli T.Hackbarth
Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI
ART (0042/5) – Prática do Módulo V
23/06/12
RESUMO

Conceito de cerâmica; a matéria prima e processos de fabricação; a importância da cerâmica para a história das civilizações; tipos de cerâmica e sua evolução ao longo do tempo; estudo da cerâmica visando a compreensão dehábitos e práticas religiosas características de civilizações passadas. Sempre baseando em estudo no oleiros de São José.


Palavras-chave: Cerâmica; Oleiros de São José.


1 INTRODUÇÃO
.

Olaria oficina de oleiro ou ceramista é um local destinado a produção de objetos que utilizam o barro ou argila como matéria prima. A oficina de oleiro é considerada a mais antiga das indústrias, istoporque a humanidade, na pré-historica começou a substituir os vasos de cerâmica pelos vasilhames ,utensílios domésticos feitos para o armazenamento de alimentos.


A técnica da queima do barro ou terra queimada (do grego "kéramos") já era de conhecimento dos índios aborígines que viviam nas terras do atual território brasileiro e quando os portugueses colonizaram o Brasil.
No Brasilcontemporâneo ocorre uma concentração de olarias no interior do país ou em zonas rurais. Em sua maioria, esta fábricas, afastadas dos grandes pólos industrias, possuem características semelhantes umas as outras, por serem rústicas, centenárias e predominantemente familiares.


1.1ARTE EM CÊRAMICA
Arte marajoara representa a produção artística, sobretudo em cerâmica, dos habitantes da Ilha deMarajó, no Pará, considerada a mais antiga arte cerâmica do Brasil e uma das mais antigas das Américas. Amazonas; a de Santarém, atribuída aos índios tapajós; e a policromia, notável pela riqueza da decoração, complexidade de motivos, uso de cores (vermelha, branca e preta) e técnicas variadas, como modelagem, incisão e excisão. A essa tradição pertence a fase marajoara dos povos que se instalam nailha, na região do lago Arari.
O período conhecido então como a "fase marajoara da tradição policromica da cerâmica amazônica" (datada de 400 a 1350 de nossa era) caracteriza-se pela ampla e sofisticada quantidade de objetos rituais, utilitários e decorativos produzida por antigos ocupantes da Ilha de Marajó, na época em que se formam os grandes cacicados. São confeccionados vasilhas, potes,urnas funerárias, tangas (ou tapa-sexo), chocalhos, estatuetas, bancos etc., que podem ser acromáticos ou cromáticos e zoomorfizados ou antropomorfizados. As controvérsias em torno da origem da cultura marajoara se sucedem. Alguns estudiosos indicam que ela se inicia com grupos em alto estágio de desenvolvimento que emigram de outras regiões da América do Sul, provavelmente da área subandina, para aIlha de Marajó.
As estatuetas são muito utilizadas nos ritos e danças, fazendo as vezes de chocalho ou de amuleto. Esses muiraquitãs1 alternam a forma de mulher acocorada, em posição de parto, ou de animais. São freqüentes as estatuetas que combinam traços masculinos e femininos, sem a cabeça. Qualquer que seja o formato escolhido, a decoração é sempre abundante, com variados motivosgeométricos, empregados de modo regular e padronizado. As tangas, objetos triangulares de cerâmica utilizadas por meninos e meninas em situações cerimoniais, geralmente trazem campos decorativos demarcados, o que indica, uma vez mais, as regras definidas que presidem a composição da cerâmica marajoara.
A fase marajoara termina em torno de 1350, abandonada ou absorvida pelos novos migrantes, os aruás,presentes na ilha na chegada dos europeus. A cerâmica marajoara pode ser conhecida por meio das grandes coleções do Museu Emílio Goeldi, em Belém; Museu Nacional, no Rio de Janeiro; Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo - MAE/USP, em São Paulo; além de museus fora do Brasil, como o American Museum of Natural History, em Nova York, e o Barbier - Mueller, em Genebra.
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