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  • Publicado : 28 de junho de 2011
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Como Racionalizar o Descarte de Lampadas Fluorescentes, Pneus, Pilhas, Baterias e Sobras de Coco

O que é Lixo?

Lixo pode ser todo e qualquer material sólido que sobra das atividades humanas e, do nosso ponto de vista, perdeu a utilidade, o valor, ou não queremos mais usar nem guardar.
Nossa sociedade dá valor a estoques, quantidades e a "novidades", gerando o descarte cada vez mais rápidoe desvalorizando a habilidade de adaptar, reformar, aproveitar ou recuperar.

Que tipos de lixos são perigosos?

Os lixos classificados como mais perigosos são originados em diferentes setores da economia. Por exemplo:
Serviços de saúde: gerado por hospitais, farmácias, ambulatórios médicos, clínicas veterinárias, institutos de pesquisa de saúde e biotérios, entre outros. São produtosquímicos, medicamentos vencidos, seringas, agulhas, algodões etc.

Industrial: resultante dos processos industriais, são aparas e restos de materiais, lodos, subprodutos dos processos de fabricação etc.

Agrícola: produzido no campo pelas atividades agrícolas e pecuárias, são embalagens de agrotóxicos, adubos químicos etc.

Radioativo: rejeitos radiativos gerados, por exemplo, em laboratórios deanálise de sangue, em usinas nucleares, etc.

Químico: de baterias de automóveis, aparelhos celulares, pilhas comuns etc.

Lâmpadas Fluorescentes
O elemento principal de uma lâmpada fluorescente é o tubo selado de vidro. Este tubo contém uma pequena porção de mercúrio e um gás inerte, tipicamente o argônio, mantidos sob pressão muito baixa. O tubo também contém um revestimento de pó de fósforo naparte interna do vidro e dois eletrodos, um em cada extremidade, conectados a um circuito elétrico. O circuito elétrico, que examinaremos mais tarde, é ligado a uma alimentação de corrente alternada (CA)
A necessidade de racionalização em seu descarte

O mercúrio, metal pesado encontrado na natureza no estado líquido, de características altamente tóxicas, tem altíssima densidade e enorme pesoespecífico. Além da sua capacidade de bioacumulação e do seu potencial de migrar do resíduo para o ambiente, não se mistura com nenhum outro componente, seja líquido ou sólido. Quando liberado na natureza, seja através de lâmpadas fluorescentes quebradas de forma irresponsável, seja por meio das plantas de tratamento de efluentes e de incineradores de resíduo sólido, seja através da água lixiviadade aterros sanitários/lixões, forma vapores tóxicos que são carreados pelo ar e se espalham, penetrando no organismo dos seres vivos através da respiração e, no solo, devido ao seu peso molecular, contaminando os lençóis freáticos.

Em 2001, no Brasil, foram recicladas, aproximadamente, 3 milhões de lâmpadas fluorescentes. O número ainda é pequeno diante dos 40 milhões de lâmpadas econômicasvendidas no país em 2000. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Lâmpadas e Aparelhos de iluminação (Abilux), a produção brasileira é de 48,5 milhões de lâmpadas contendo mercúrio, sendo 32 milhões de lâmpadas fluorescentes, 9 milhões de lâmpadas de descarga (mercúrio, mista, sódio e vapores metálicos) e 7,5 milhões de lâmpadas fluorescentes compactadas.

Com a finalidade de minimizar ovolume de mercúrio no meio ambiente, a opção de reciclagem, com a conseqüente recuperação do mercúrio, é considerada a melhor solução ambiental para o problema.

Como racionalizar
Para minimizar o impacto ambiental, estudos desenvolveram um sistema que recupera os componentes presentes nas lâmpadas, reaproveitando mais de 98% da matéria-prima utilizada na fabricação.

Por meio de um sistemade vácuo associado a altas temperaturas, o equipamento separa o mercúrio, metal tóxico com alto risco de contaminação, de outros elementos, como cobre, pó fosfórico, vidro e alumínio, possibilitando a reciclagem desses materiais pela indústria.

Na Alemanha e nos Estados Unidos, já é proibido jogar lâmpadas fluorescentes no lixo comum. Os equipamentos são coletados à parte e reciclados,...
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