Obesidade

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obesidade
A abordagem da obesidade está alicerçada no binômio saúde-doença, e busca através do emagrecimento o restabelecimento de um estado em que a saúde é associada ao corpo magro. Para Seixas (2009), a vinculação do binômio é marcada pela idéia recorrente de que a doença principal é a obesidade, e que ela é que desencadeia outras doenças associadas, chamadas comorbidade. A conseqüênciadessa perspectiva é o crescimento de atitudes e crenças naturalizadas tanto no meio médico como no social, de que o obeso não emagrece por preguiça, desleixo ou falta de "força de vontade".
Cataneo (2005), por sua vez, mencionou que os aspectos psicológicos ligados à obesidade também devem ser levados em conta, visto que os casos de obesidade causados por patologias endócrinas ou genéticas bemdefinidas, constituem um percentual muito pequeno.
Ainda que a intenção dessa pesquisa não seja promover o aspecto orgânico da obesidade, é necessário uma rápida explicação de sua classificação clinica. Seixas (2009), explica que a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), utiliza o sistema de classificação por Índice de Massa Corporal (IMC) calculado segundo afórmula IMC = peso (kg)/altura (metros). Os valores de referência apresentados seguem a descrição abaixo:
Classificação IMC (kg/m²) Risco de Comorbidade
Baixo peso < de 18,5 Baixo
Normal 18,5 - 24,9
Sobrepeso 25 - 29,9 Aumentado
Obesidade Classe I 30 - 34,9 Moderado
Obesidade Classe II 35 - 39,9 Grave
Obesidade Classe III > 40 Muito grave
O Índice de Massa Corporal, descrito acima éum cálculo matemático onde divide-se o peso do paciente (em quilos) pelo quadrado da sua altura (em metros). Uma pessoa com IMC até 25 é considerada normal, acima desse valor a pessoa é considerada obesa.
Kahtalian (1992), acrescenta que a obesidade simples é incluída na Classificação Internacional de Doenças (CID) como condição médica geral, não aparecendo no DSM-IV porque não foi estabelecidaassociação consistente com síndrome psicológica ou comportamental.
Entretanto, quando existem evidências da participação de fatores psicológicos na etiologia ou curso de determinado caso de obesidade, isto pode ser indicado anotando-se a presença de fatores psicológicos que afetam a Condição Médica.
* Um breve histórico sobre alimentação e obesidade
A obesidade vem alcançando na atualidademuita amplitude por significar um problema que afeta boa parte da população mundial, no entanto, a obesidade acompanha a humanidade desde as sociedades pré-históricas. Tanto que assim como ressaltou Seixas (2009), as representações artísticas da época de 25.000 anos a.C. já faziam referencia a corpos volumosos[2]E que a obesidade e sua evolução esta intimamente ligada ao contexto social em queaparece, pois é profundamente marcada por significações culturais.
A autora afirma ainda, que a história da alimentação remete a uma sociedade que se expressa através dos hábitos alimentares, e que a atual configuração da obesidade foi influenciada diretamente por mudanças culturais, políticas e econômicas das sociedades.
Dessa forma, vale destacar os sentidos diversos da alimentação durantes osanos. Flandrin e Montanari (1998), concluíram que na Grécia, o principal aspecto da alimentação era a importância dada ao banquete por sua estreita ligação com o processo de reprodução do corpo social, pois definia a condição de humano e diferenciava os gregos das demais sociedades. Assim como os gregos, os antigos egípcios associavam a preservação da saúde à quantidade de comida ingerida.
Seguindoa evolução dos tempos, Mazzini (2000), acrescenta que na Idade Média essas exigências passam a definir as classes sociais a que cada pessoa pertence, pois a sociedade cristã ajudou na proliferação das orientações alimentares e do seu impacto social, quando associou a comida ao pecado da gula.
Continuando a seguir o raciocínio de Flandrin e Montanari (1998), na passagem do século XVIII ao século...
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