Novo acordo basiléia

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 8 (1773 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 11 de outubro de 2011
Ler documento completo
Amostra do texto
O NOVO ACORDO DE CAPITAL DA BASILÉIA (Basiléia II)
Desde que o Comitê de Supervisão Bancária da Basiléia introduziu o Acordo de Capital em 1988, visando a
internacionalização da atividade bancária, já se passou mais de uma década quando ocorreram significativas
mudanças no setor, em especial nas áreas de gerenciamento de risco, supervisão bancária e mercado financeiro.
Em junho de 1999, oComitê apresentou uma proposta para substituir o Acordo em vigor com conceitos mais
apurados de sensibilidade ao risco. Desde então foram recebidos mais de 200 comentários sobre esse assunto, que
serviram de base para o desenvolvimento de uma proposta mais concreta para o Acordo. Em janeiro de 2001, o
Comitê divulgou o Novo Acordo de Capital da Basiléia, mais complexo e extenso que o anterior, quetem o
objetivo de dar maior solidez ao sistema financeiro no mundo.
As principais mudanças estão no fim da padronização generalizada por um enfoque mais flexível, dando ênfase
nas metodologias de gerenciamento de risco dos bancos, na supervisão das autoridades bancárias e no
fortalecimento da disciplina de mercado. A nova estrutura pretende alinhar a avaliação da adequação de capital
maisintimamente aos principais elementos dos riscos bancários e fornecer incentivos aos bancos para aumentar
suas capacidades de mensuração e administração dos riscos.
Com isso, o Novo Acordo, por ser mais sensível ao risco que os bancos assumem, implica que o capital requerido
vai variar de acordo com sua maior ou menor propensão ao risco.
Esta nova proposta está calcada em três importantes“pilares”:
Ø Primeiro Pilar : “Capital Mínimo Requerido”
CAPITAL TOTAL = % DO CAPITAL (MÍNIMO 8%)
RISCO DE CRÉDITO + RISCO DE MERCADO + RISCO OPERACIONAL
O novo conceito mantém tanto a definição original do que é capital como o requerimento mínimo de 8% para
os ativos ponderados pelo risco. Por outro lado, a revisão trouxe uma nova metodologia de mensuração,
análise e administração de risco decrédito (risco de alguém não pagar o banco) e operacional (risco de perdas
provocadas por um erro de funcionário, falha nos computadores ou fraude), enquanto que o risco de mercado
permanece inalterado.
RISCO DE CRÉDITO
Para mensuração de risco de crédito, dois principais métodos de avaliação foram propostos:
1. Critério Padrão - O conceito é o mesmo do corrente Acordo, sendo, portanto, maissensível ao risco. A
proposta estabelece um peso de risco para cada tipo de crédito, distribuída em quatro categorias (20%,
50%, 100% e 150%), enquanto que o Acordo em vigor, em caso de empréstimos a empresas, aceita apenas
uma única categoria que é de 100%. Pelo Novo Acordo, para o banco fazer a classificação poderá usar uma
agência pública ou privada de classificação de risco (agência de rating).LOPES FILHO & ASSOCIADOS – 21/08/02
2. Classificação Interna (IRB) – Por este critério, os bancos estão autorizados de utilizar sua própria
metodologia de classificação de risco de crédito. Neste caso, as instituições deverão seguir normas mais
rígidas de avaliação e fornecer maior transparência ao mercado. O uso deste critério, porém, dependerá de
aprovação prévia do órgão de supervisãobancária do país. Dentro deste método, duas opções são
fornecidas, a básica e a avançada, de modo que o método IRB possa ser usado por muito mais bancos. Na
metodologia básica, os bancos estimam a probabilidade de inadimplemento associada a cada tomador e os
gestores fornecerão os outros insumos. Na metodologia avançada, permite-se que um banco com um
processo de alocação de capital internosuficientemente desenvolvido forneça também outros insumos
necessários.
A nova estrutura introduz também métodos mais suscetíveis ao risco para o tratamento de garantia real,
garantias, derivativos de crédito, netting (liquidação por compensação) e securitização, tanto no método
padronizado quanto no método IRB.
RISCO OPERACIONAL
Outra mudança proposta é a introdução do risco operacional no...
tracking img