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Publicado em: DCI (Comércio ) em 23 de Fevereiro de 2011
Mercado de bijuterias avança com novas lojas
Jornal DCI cita projeto desenvolvido no âmbito do programa da FAPESP de Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) sobre processo para manufatura de artefatos de ouro colorido
“São Paulo - Apesar de verem o cenário complicado com o aumento do número de crimes contra estabelecimentos dogênero, empresas brasileiras que comercializam bijuterias e joias, principalmente para as classes A e B, aproveitam o crescimento do mercado consumidor para investir na expansão das suas marcas, tanto no Brasil quanto para o exterior, de olho em um segmento que movimenta mais de R$ 3 bilhões ao ano.

Como disse Camila Klein, que apesar do nome não tem parentesco com os Klein da Casas Bahia, mas édona de uma companhia de bijuterias, "o mercado nacional está muito acelerado". Portanto, a expectativa da empresária é manter um crescimento anual de 20%, obtido na relação entre 2009 e 2010. "A gente pretende abrir mais lojas enquanto o consumo brasileiro estiver assim [aquecido]", declarou ela.

A marca Camila Klein compõe-se atualmente de seis lojas, em São Paulo e no Rio de Janeiro, sendo queuma delas, a responsável por 60% do faturamento total da empresa, é voltada para as vendas no atacado. Duas novas lojas estão previstas para serem abertas neste ano, ambas em shoppings do Grupo Iguatemi. "O Iguatemi de Alphaville concentra o nosso público da classe A", justificou Camila. "Já o Shopping Morumbi [onde funciona uma loja da marca] atinge a classe B, por estar em um lugar que atende aesse público". Parte dos produtos, embora menor, é destinada à classe C.

A concorrente no segmento, a rede Nina Fiori faturou R$ 3,5 milhões em 2010, mas quer elevar o ganho anual para R$ 7,5 milhões neste ano, uma meta que representa crescimento superior a 100%. Com duas lojas próprias, três franquias e mais de 800 clientes na carteira de representantes comerciais, a marca Nina Fioriestabeleceu como objetivo ampliar-se para 14 pontos de venda (PDV) até o mês de dezembro, além de inaugurar outros seis no início de 2012.

A empresa vende artigos feitos com minerais de alto valor e folheados a ouro e prata. "O mercado de acessórios femininos está aquecido, aumentando cada vez mais o volume de vendas. A concorrência é crescente, porém o design brasileiro de bijuterias é muito bemaceito, inclusive, no mercado internacional", declarou o sócio diretor da Nina Fiori, Célio Flores Filho. Segundo ele, a expansão para outros países começará de três a cinco anos.

O empresário contou que, inicialmente, os produtos da marca eram voltados à classe C. Porém, com a evolução da companhia, as mercadorias foram adquirindo valores - atualmente, são vendidas a clientes das duas classeseconômicas superiores.

"O lojista que hoje se prepara para uma loja bem montada, focando o público certo, pode ter convicção de que está entrando em um mercado promissor", conforme afirmou Flores Filho.

Faturamento

A empresária Estela Geromini, que é proprietária da empresa homônima, registra aumento de 25% no faturamento de 2010, em comparação com o ano anterior, e pretende se expandir peloBrasil neste ano, além de apostar em outros meios de comercializar bijuterias. Foram 60 mil unidades vendidas no ano passado.

"É um momento bom. Estamos buscando novos mercados no nordeste e pensamos em abrir canais on-line, como o comércio eletrônico [e-commerce] e nas redes sociais", disse Estela. A ideia é buscar representantes comerciais nordestinos, "que tenham showrooms e queiram incluir amarca", para vender no atacado.

O foco da companhia são as classes A e B do mercado nacional, mas há planos para a internacionalização. "Em 2011, vamos nos estruturar para que, no ano que vem, possamos vender no exterior", detalhou Estela.

Comerciantes da Alemanha, Chile, Canadá e Espanha compram, no Brasil, produtos da Estela Geromini para revendê-los em seus países. "Agora, queremos...
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