Nos que aqui estamos

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  • Publicado : 26 de novembro de 2012
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Resenha crítica: "Nós que aqui estamos por vós esperamos"

É um documentário desenvolvido em 1998 por Marcelo Masagão. O cineasta chegou a estudar Psicologia na Pontifícia Universidade Católica deSão Paulo (PUC) de 1978 a 1982, mas não concluiu o curso.

O título Nós que aqui estamos, por vós esperamos, foi inspirado na frase existente no letreiro de um cemitério brasileiro e vem deencontro com a mensagem embutida durante o filme, de que a morte é inevitável, mas o que vale são os feitos durante a vida. Esses foram relembrados por Masagão em quase uma hora de retratos, cenas eimagens, envolvendo homens e mulheres comuns quanto ilustres, que fizeram história durante o século XX. O diretor resume sua obra com a seguinte frase: “ O historiador é o rei. Freud, a rainha. Pequenashistórias. Grandes personagens do breve século XX.”

O documentário não segue uma ordem cronológica de acontecimentos, nem possui atores ou narrador. O diretor quis seguir um roteiro por grupos deimportância, apresentando frases de impacto com imagens igualmente impactantes. Nos primeiros minutos, Masagão apresenta estudiosos como Freud com sua psicanálise, e Einstein com sua física; apresentatambém algumas mudanças e descobertas do século como a máquina fotográfica, a industrialização, a inserção da mulher no mercado de trabalho, o metrô, o telefone. Algumas das frases que ilustram estecenário: “O balé já não era clássico. A cidade já não cheirava a cavalo. Pelo túnel, o metrô. Pelo fio preto, a fala”. Outra citação: “Garotas trocavam o corpete, pela máquina de escrever” e ainda: “osquadros já eram Picasso. Os sonhos já eram interpretados”.

Posteriormente Masagão traça a história de homens comuns, ao mesmo tempo que vai mostrando a evolução dos acontecimentos, como por exemplo,Alex Anderson, trabalhava na empresa Ford, ajudou a produzir milhares deles, mas nunca teve seu carro. Morreu de gripe espanhola. Conta nesta brecha o cineasta, que o tempo de produção de um...
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