Niveis de leitura e escrita em sala de aula

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Aulas de redação: Limitações e artificialidade
Eduarda de Fátima Dantas VIDAL
Renato de ARAÚJO
Alunos do curso de Letras UEPB
Orientadora
Amasile de Sousa

Resumo

A escrita é um instrumento fundamental para a formação do cidadão, e por ser importante na sociedade, tem sido alvo de pesquisas para muitos estudiosos tendo em vista o modo como está sendo praticada. Dessa forma o nossotrabalho objetiva entender e criticar a artificialidade do ensino da escrita nas escolas. Através desse modo tradicional de ensino, muitas vezes o aluno perde o gosto por escrever e ler. Na tentativa de entender melhor esses problemas, através de entrevistas e conversas com alunos e professor, foi realizada uma pesquisa exploratória em uma escola da rede pública para investigar se o modo de ensino daescrita adotado é visto como dom produto ou processo. Tendo em vista teorias de autores como Garcez (2002), Antunes (2003), Geraldi (2007)e Sercundes (2000), que tem em comum, a visão de escrita como um processo demorado que exige reescrituras e um destino para o texto.

Palavras-chave: Escola; redação; dom; produto; processo.

Introdução
Ler e escrever são duas práticas importantes nasociedade globalizada em que vivemos. Hoje, uma pessoa que não domina nenhuma dessas habilidades, pode ter dificuldades no dia-a-dia, como por exemplo, fazer um bolo, sacar um pagamento, pegar um ônibus, conversar com alguém via internet, assinar um documento qualquer... enfim, a todo o momento estamos sujeitos a viver experiências simples como essas, mas que se não tivermos o conhecimento necessáriopara ler e entender um texto, corremos o risco de nos enganarmos ou sermos enganados.
Na tentativa de dar as pessoas esse conhecimento para viver melhor a vida como diz o escritor e educador Rubem Alves (s/d), bem como conseguir resolver problemas sem muitas dificuldades, criaram a escola que, hoje, assume o papel de preparar as pessoas para escreverem “bem”, com o intuito de serem aprovadas emvestibulares e concursos públicos, e assim, conduzir os alunos a fazerem “redações” em vez de produção textual.
Na escola, o aluno sempre estará em contato com a leitura e a escrita que em vez de serem abraçados com entusiasmo, estão sendo repulsivos para alguns estudantes. Porque será que os aprendizes não sentem prazer em ler e escrever? Segundo Geraldi (2000, p. 90), “nas escolas não se leemtextos, fazem-se exercícios de interpretação e análise de textos. E isso é nada mais do que simular leitura”. Esseautor faz uma crítica ao modo como é trabalhada a leitura nas escolas e, em sua visão, percebe-se que a escrita serve apenas para atender as necessidades de responder atividades de compreensão, e é isso que desestimula o interesse do aluno por ler e escrever.
Tendo em vista essesproblemas nas salas de aulas, já estudados e apontados por alguns teóricos, e na tentativa de entender a causa desse fenômeno, tomamos como objeto de estudo a observação das aulas de redação, de uma turma de 3ª ano do ensino médio de uma escola da rede pública, na cidade de Fagundes - PB, com o intuito de,através de entrevistas com o corpo discente e docente, fazer uma pesquisa exploratória sobre comoestá sendo desenvolvido o ensino da escrita nas escolas, e quais os meios utilizados pela professora para ministrar suas aulas. Quais os critérios de avaliação utilizados e como se dá o processo da escrita dos alunos. Observamos o total de cinco aulas de redação com o objetivo de analisar as aulas ministradas pela professora, focalizando se ela lecionava a escrita com uma visão de dom produto ouprocesso.
Abordaremos enfim, a escola como um todo, tendo que ser o sujeito propiciador das condições de produção de escrita, na qual possa ultrapassar essa limitação que são aulas de redação, tornando-as mais dinâmicas e prazerosas, para então acontecer o sucesso na escrita.
Diante desse fenômeno que se repete a cada dia na sociedade, buscamos suportes teóricos em Garcez (2002), Antunes (2003),...
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