Neuropsicologia

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AULA 5: O SISTEMA LÍMBICO E AS EMOÇÕES Uma experiência emocional não é um fenômeno unitário, varia de pessoa para pessoa e é o resultado de vários eventos. Ela pode incluir um conjunto de pensamentos e planos a cerca de um evento que ocorre, que está ocorrendo ou que vai acontecer e manifestar-se através de expressões faciais características. Ao lado disto, podem ocorrer alterações endócrinas eautonômicas importantes, tais como garganta e boca secas, sudorese nas mãos e axilas, aumento dos batimentos cardíacos e da respiração, rubor facial, tremores das extremidades e, dependendo da intensidade da experiência emocional, incontinência urinária e intestinal. AJUSTES FISIOLÓGICOS DAS EMOÇÕES: Os ajustes fisiológicos das emoções serão aqui descritos de forma pormenorizada porque acompreensão destes fatores será muito útil para o entendimento de algumas teorias propostas para as emoções. 1) RESPOSTAS IMEDIATAS: os principais sinais fisiológicos das emoções são de correntes da estimulação do sistema nervoso simpático (Figura 1), particularmente da medula supra-renal. O simpático é ativado em todas as situações de alerta e prepara o organismo para uma ação de emergência como fuga ouluta (Figura 2). Estas alterações se caracterizam pelo aumento da pressão arterial e freqüência cardíaca, permitindo que o oxigênio seja bombeado mais rapidamente; redistribuição do suprimento sanguíneo da pele e vísceras para o cérebro e músculos; dilatação dos brônquios e aumento da ventilação pulmonar; dilatação das pupilas para aumentar a acuidade visual e estimulação do sistema linfático a fimde aumentar os linfócitos circulantes com vista a reparar danos aos tecidos. A liberação de adrenalina da medula da supra-renal mimetiza todos os efeitos da estimulação simpática e também resulta em um aumento do metabolismo, da liberação de estoques de energia. Tudo isso ocorre em um tempo de segundos a minutos. Nas condições de vida moderna, este processo pode ser mais prolongado, uma vez que assituações de perigo não estão sempre associadas à fuga ou à luta e sempre levamos algum tempo para raciocinar sobre as possíveis conseqüências decorrentes da situação de perigo pela qual vivemos.

Figura 1: As emoções ativam o hipotálamo, que por sua vez estimula a subdivisão simpática (lado direito da figura) do sistema nervos autônomo.

Figura 2: Comportamento de luta ou fuga (hipotálamoativa o sistema nervos simpático).

2) RESPOSTAS PROLONGADAS: cerca de 5 minutos após a resposta inicial ao estresse, o hipotálamo libera (CRH) que estimula a hipófise a secretar o hormônio adrenocorticotrópico (ACTH), que promove então a liberação de cortisol pelas glândulas a supra-renais (Figura 3). O cortisol mobiliza energia (glicose), suprime a resposta imune e atua como agenteantiinflamatório. Essas ações promovem o retorno a homeostasia (equilíbrio interno). Idealmente, isso seria o fim da história: a resposta ao estresse seguido do restabelecimento da homeostasia. Infelizmente, muitas vezes, a resposta ao estresse não termina, porque o estresse é mantido pelas circunstâncias

ou pelos padrões de pensamentos da pessoa. Por exemplo, um menosprezo social, que passaria despercebidopor uma pessoa, pode fazer com que outras pessoas fiquem ruminando por que foram desconsideradas e como deveriam responder.

Figura 3: A resposta prolongada ativa o hipotálamo e a hipófise estimulando a produção de cortisol que contribui para as adaptações do organismo a um determinado estado emocional. A estimulação excessiva deste sistema pode causar o estresse emocional que estácorrelacionado com uma série de doenças.

Quantidades excessivas de cortisol estão associadas a doenças relacionadas ao estresse (Figura 3), incluindo úlceras gástricas, distúrbios cardiovasculares e diabetes com início na fase adulta. Quando a resposta ao estresse é prolongada, altos e persistentes níveis de cortisol continuam a suprimir a função imune, o que pode levar ao crescimento descontrolado de...
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