Neoplasias

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Curso: Nutrição.
Disciplina: Patologia da Nutrição
Profa: Zilda Albuquerque

NEOPLASIAS – FÍGADO

Alunas: Arabi Antea e Bianca Schmidt

Porto Alegre, 06 de junho de 2012.

FÍGADO
DADOS EPIDEMIOLÓGICOS:

O fígado é vulnerável a uma ampla variedade de insultos metabólicos, tóxicos, microbianos, circulatórios e neoplásicos. Estudos recentes de vigilância epidemiológica nos EstadosUnidos documentaram uma incidência anual de doença hepática crônica recém-diagnosticada de 72,3 por 100.000 da população. Mais da metade (57%) dos pacientes com infecção viral pela hepatite C, seguida por doença hepática induzida por álcool (24%), doença de fígado gorduroso não-alcóolica (9%) e infecção viral pela hepatite B (4%). A doença de fígado é responsável por mais de 44.000 mortes por anonos Estados Unidos (1,9% de todas as mortes), colocando-se como a oitava principal causa de morte, classificada entre diabetes e suicídio.

KUMAR, Abbas e Fausto. Patologia- Bases Patológicas das Doenças. 70 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. Cap.18, p: 922.

O câncer de fígado é dividido em duas categorias: o primário do fígado e o secundário, ou metastático (originado em outro órgão e queatinge também o fígado). O termo "primário do fígado" é usado nos tumores originados no fígado, como o hepatocarcinoma ou carcinoma hepatocelular (tumor maligno primário mais freqüente que ocorre em mais de 80% dos casos), o colangiocarcinoma (que acomete os ductos biliares dentro do fígado), angiossarcoma (tumor do vaso sangüíneo) e, na criança, o hepatoblastoma.
Apesar de não estar entre asneoplasias mais prevalentes, o câncer hepatobiliar requer alta complexidade no seu diagnóstico e proficiência no tratamento. Porém, de acordo com os dados consolidados sobre mortalidade por câncer no Brasil em 1999, o câncer de fígado e vias biliares ocupava a sétima posição, sendo responsável por 4.682 óbitos.
O hepatocarcinoma não consta no Brasil entre os dez mais incidentes, segundo dados obtidosdos Registros de Base Populacional existentes. Sua taxa de incidência padronizada por 100 mil habitantes variava de 1,07 em Belém, em 1988, a 9,34, em Porto Alegre, em 1991 em homens; em mulheres de 0,28, em Belém, em 1988, a 7,04 em Goiânia em 1990.
O sudeste da Ásia, Japão e África do Sul apresentam uma incidência particularmente alta de carcinoma hepatocelular, enquanto que nos EstadosUnidos, Grã Bretanha e região norte da Europa é raro encontrar este tipo histológico de tumor, observando-se taxas inferiores a 1 por cada 100 mil habitantes.
O carcinoma hepatocelular ocorre em uma frequência três vezes maior em homens do que em mulheres. A faixa etária, com maior predomínio nos Estados Unidos e Europa, está localizada entre a 6ª e 7ª década, enquanto que, nas áreas de grandeincidência, o tumor ocorre em pacientes mais jovens, entre a 3ª e 5ª década. A forma fibrolamelar do carcinoma hepatocelular acomete pacientes mais jovens (5-35 anos) e, quando ressecável, o seu prognóstico é tido por alguns como melhor em comparação com os outros hepatocarcinomas.

INCA – Instituto Nacional do Câncer. Câncer de Fígado. Disponível em:http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=330.Acessado em 01/06/2012.

QUAL O TIPO MAIS FREQUENTE DE NEOPLASIA DE FÍGADO?

O carcinoma hepatocelular (CHC) é encontrado em todo o mundo. Sua incidência anual em indivíduos do sexo masculino, mais suscetíveis ao tumor, é estimada em 250.000 a 1.000.000 casos novos por ano. No Brasil, a taxa de mortalidade por CHC em ambos os sexos é de 0,25/100.000 habitantes/ano na região sul, 0,27 nosudeste, 0,12 no Nordeste, 0,8 no Norte e 0,05 no centro-oeste.
O CHC é neoplasia altamente maligna, com sobrevida curta após diagnóstico. Disseminação intra-hepática através de ramos venosos portais ocorre precocemente na história natural do tumor. Metástases a distância, por via hematogênica, são tardias e ocorrem preferencialmente nos pulmões, seguidos das supra-renais, trato gastrintestinal,...
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