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1. INTRODU˙ˆO

Comumente empregadas nos pacientes graves, as drogas vasoativas são de uso corriqueiro nas unidades de terapia intensiva e o conhecimento exato da sua farmacocinética e farmacodinâmica é de vital importância para o intensivista, pois daí decorre o sucesso ou mesmo o insucesso de sua utilização.

O termo droga vasoativa é atribuído às substâncias que apresentam efeitosvasculares periféricos, pulmonares ou cardíacos, sejam eles diretos ou indiretos, atuando em pequenas doses e com respostas dose dependente de efeito rápido e curto, atra-

Então, na maioria das vezes, é necessário o uso da monitorização hemodinâmica, invasiva, quando da utilização dessas substâncias, pois suas potentes ações determinam mudanças drásticas tanto em parâmetros circulatórios comorespiratórios, podendo, do seu uso inadequado, advirem efeitos colaterais indesejáveis, graves e deletérios, que obrigam sua suspensão.

2.DETERMINANTES DA OFERTA DE OXIG˚-

NIO (DO2) AOS TECIDOS E DO DÉBITO CARD˝ACO (DC)

A perfusão tecidual e a oxigenação celular representam o mais importante objetivo da circulação, que é o suprimento do metabolismo corporal mesmo em condições não ideais. A oferta deoxigênio (DO2) é a medida mais direta da função circulatória e o con- sumo de O2 (VO2) é a medida mais direta da atividade metabólica(2). Imagina-se, então, que a distribui- ção inadequada de O2 , em face da demanda metabólica, aumentada devido a fatores como trauma, perda de sangue e infecção, produzam hipoxemia tecidual, disfunção orgânica e morte.

As drogas vasoativas têm ação,principalmente, sobre os parâmetros que regulam o DC. Este é determinado pelo produto do volume sistólico (VS) e freqüência cardíaca (FC). O VS depende das pressões e dos volumes de enchimento ventricular (pré-carga), da contratilidade do miocárdio e da resistência ao esvaziamento ventricular (pós-carga), como pode ser visto na Figura 1.

THE USE OF VASOACTIVES DRUGS IN THE INTENSIVE CARE UNIT Fátima MagroOstini1; Paulo Antoniazzi1; Antonio Pazin Filho1; Reinaldo Bestetti1;

Maria Camila M. Cardoso2 & Anibal Basile-Filho3Médicos Intensivistas da Unidade de Terapia Intensiva da Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas; Médica Residente;Professor Assistente, Doutor e Chefe – Disciplina de Terapia Intensiva do Departamento de Cirurgia, Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina deRibeirão Preto da Universidade de São Paulo.

CORRESPONDÊNCIA: Prof.Dr. Anibal Basile-Filho – Disciplina de Terapia Intensiva, Departamento de Cirurgia, Ortopedia e Traumatologia da FMRPUSP – Hospital das Clínicas - 9 Andar- Campus Universitário - CEP: 14048-900 - Ribeirão Preto - SP. Fone: (016) 633-0836 ou 602-2593 – Email: abasile@.fmrp.usp.br.

OSTINI FM et al.O uso de drogas vasoativas emterapia intensiva. Medicina, Ribeirão Preto, 31: 400-411, jul./set. 1998.

RESUMO:Os autores apresentam uma revisão sucinta e objetiva dos principais agentes vasoativos, disponíveis atualmente para uso em terapia intensiva. Suas indicações, doses mais comumente utilizadas, efeitos adversos e cuidados com sua administração são abordados, objetivando-se o uso racional e criterioso desses preciososauxiliares no tratamento de pacientes graves.

UNITERMOS:Catecolaminas. Vasodilatadores. Vasoconstritores. Unidade de Terapia Intensiva.

Medicina, Ribeirªo Preto,Simpósio:MEDICINA INTENSIVA: I. INFEC˙ˆO E CHOQUE 31: 400-411, jul./set. 1998Capítulo VI

O uso de drogas vasoativas em terapia intensiva benzênico e uma cadeia lateral etilamina(3). Ocorre, no organismo, uma síntese natural eendógena de três catecolaminas: dopamina, adrenalina e noradrenalina. As catecolaminas endógenas originam-se da tirosina que se transforma sucessivamente em dopa, dopamina, noradrenalina e adrenalina por ação enzimática, em todos esses passos(4). Sinteticamente são produzidas, além da adrenalina, noradrenalina e dopamina, três outras catecolaminas: dobutamina, isoproterenol e dopexamina. Todas essas...
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