Nazismo - o triunfo da vontade

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  • Publicado : 5 de dezembro de 2012
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Em seu livro “Nazismo- O triunfo da vontade”, Alcir Lenharo resgata o cenário caótico da Alemanha, e por consequência da Europa, no período pós I guerra. De início, é preciso ressaltar que o autor usa uma metodologia narrativa nessa obra, apenas descrevendo os fatos como aconteceram, exibindo seus antecedentes e apresentando a formação do partido Nazista. Também é importante ressaltar que, comoalguns que tratam do assunto, Lenharo não apresenta o tema do Holocausto com números, e sim como proporção de catástrofe, o que torna o texto interessante e envolvente. O autor, que tem como principal obra “A sacralização da política”, usa referenciais históricos como a cultura e a arte para apresentar seus temas, e quando falamos disso no âmbito dos estudos da Segunda Guerra, percebemos que osestudos sobre essas temáticas ainda carecem de fontes mais específicas, por isso Lenharo se atém a exemplificar, nesse trecho estudado do livro, a formação política e social do Nazismo.

De início podemos apresentar um questionamento constante nos estudos pós II Guerra: Como o nazismo pode ter acontecido? Quais fatores levaram uma ideologia tão cruel a ascender na Alemanha, terra que tem um valorinenarrável para a arte e a cultura? Foram estes fatores sociais, políticos, econômicos, ou apenas um sentimento revanchista que inundou o espírito das pessoas, que queriam de qualquer forma se vingar das humilhações impostas pelo tratado de Versalhes? Esses questionamentos surgem, e são ainda um desafio para a historiografia especializada.

Para Lenharo, o conhecimento sobre as atrocidadesnazistas vêm com o desnudamento dos campos de concentração, mas o autor levanta outra problemática nesse tema: Sabia-se da existência desses campos? Será que uma matança sistemática e em números absurdos passara despercebida pelos olhos das outras potências que se envolveram na guerra? Lenharo cita que os países ocupados por Hitler e seus asseclas foram coniventes com a segregação imposta aos judeus,mas a dúvida é se eles realmente nutriam esse ódio pelo povo judeu, ou colaboravam apenas para serem poupados das atrocidades nazistas.



Numa paráfrase com Joachim Fest, biógrafo de Hitler, Lenharo apresenta a tese de que o nazismo chegara a tão alto patamar de sadismo e dominação por que as camadas sociais e os partidos políticos opostos ficaram indiferentes em seu começo, poisacreditavam que seria algo passageiro. É importante citar que os principais opositores na época, os comunistas, achavam que o nazismo era um “mal menor” que a média-pequena burguesia, que através dos partidos centro-conservadores buscavam o poder na Alemanha no período pós-guerra.

Também é preciso demarcar uma característica que o nazismo “implanta” no corpo ideológico do esboço do que viria a ser oPartido Nazista, a ideia de que é preciso se dar um fim na individualidade, e que só agindo em massa eles reconquistariam a dignidade perdida com o Tratado de Versalhes. Analisando esses fatores, podemos perceber que a propaganda nazista já começava a agir com as massas, na tentativa de uma manobra gigantesca a favor dos planos de Hitler. Essa manobra era realizada em várias formas, desde osdiscursos inflamados de ódio e nacionalismo de Himmler à genialidade propagandista de Goebbels, e atraía cada vez mais adeptos, todos com o sentimento de redenção na guerra.

No âmbito estudantil alemão da época, o que ocorria era apenas uma continuação da tradição militarista e autoritária prussiana, que se somando ao sentimento pangermanista e antissemita ajudou a espalhar a ideologia nazista entreos jovens. Talvez o que tenha levado esses jovens a ingressarem no exército, freikorps (voluntários) e em milícias paramilitares foi justamente a falta de esperança na Alemanha, onde a crise econômica era pungente e um dólar chegou a custar o equivalente a 8 bilhões de Marcos Alemães. A pouca resistência, cerca de 10% dos jovens, esbarravam em uma maioria que acreditava apaixonadamente no ideal...
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