nascimento poltico do brasil

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O NASCIMENTO POLITICO DO BRASIL – cap. I

A debilidade portuguesa e a vinda da Família Real para o Brasil

Decidida em meio a um complicado jogo de interesses diplomáticos envolvendo Espanha, França e Grã-Bretanha, a transferência da para a América da administração central do governo português, sob proteção inglesa, garantia a segurança da Família Real e afastava a possibilidade de uma invasão ao Brasil pela “rainha dos mares”, que já havia demonstrado sua cobiça pela América do Sul, ao invadir as colônias espanholas
Naquela época, reinava em Portugal D. Maria I, impossibilitada de exercer o governo em razão de sua enfermidade mental. Assim, o governo era exercido por seu filho, o príncipe regente D. João
Ainda que a transferência da Corte e sua instalação tivesse sido cogitada nos altos círculos políticos, a medida vinha ao encontro de uma necessidade muito imediata: proteger Portugal e seu Império da expansão militar francesa e do enfraquecimento das monarquias europeias, além de manter a integridade dos domínios portugueses por todo o globo e preservar as bases da monarquia de Bragança e seu poder

A Corte no Brasil

Sem dúvida, as mais visíveis alterações decorrentes da transferência da Família Real para o Brasil foram sentidas pelos habitantes do Rio de Janeiro, cidade que, de repente, teve que criar condições para sediar o Império. Nenhuma vila ou cidade dispunha de uma infraestrutura adequada a uma mudança tão brusca e tão grande imposta ao seu modo de vida
Para que o Rio de Janeiro pudesse de fato funcionar como a capital de um Império tão vasto, o governo português teve de promover um fortalecimento das ligações entre a nova sede e as inúmeras partes constitutivas da América portuguesa, incrementando sistemas terrestres e marítimos, e criando um sistema de correios. Tudo se fazia, porém, muito lentamente
No plano administrativo, vários órgão foram criados, outros anteriormente já existentes em Lisboa passariam a funcionar na nova sede do

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