Multiplicador keynesiano

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Multiplicador keynesiano

No âmbito da unidade curricular Economia II foi me proposto que reflectisse sobre o multiplicador keynesiano , abordando a diversidade de "multiplicadores" e atendendo quer ao instrumento de política fiscal, quer à multiplicidade de "funções de comportamento" de diferentes economias.

Vou começar a minha exposição por explicar as variações no mercado de bens eserviços, onde me baseei na utilização do seu modelo representativo “função IS”, pois este modelo ao agrupar as diversas funções de comportamento, permite demonstrar qual a influência do multiplicador keynesiano e consequentemente qual o impacto na alteração do mesmo.

A expressão algébrica na função IS é

[pic] onde[pic], é o multiplicador da procura autónoma ou keynesiano

É neste modelo que vai incidir a minha reflexão, passando principalmente por expor de forma clara como funcionam os multiplicadores consoante as alterações na politica fiscal e como estas alterações vão influenciar as funções de comportamento.

O multiplicador keynesiano consiste num multiplicador que mede o efeito na procuraagregada. Este multiplicador mede a alteração da curva IS para a esquerda ou direita consoante a sua resposta a uma variação numa variável exógena.

Por exemplo:

• Qual o efeito sobre a IS ocorrendo uma variação nos gastos públicos de, por exemplo, 100 u.m?
Representação gráfica:

I S2

S1

QD

• Qual o efeito sobre a IS ocorrendo uma alteração da taxa marginal deimposto?

Representação gráfica

I

S2

S1

QD

Com base nestes exemplos pode-se perceber a função do multiplicador e como este influencia a função IS.

Passando para contextos mais ligados à actualidade, vou prosseguir a minha reflexão com o artigo“Much ado about multipliers” , que surge com a pergunta “Porque razão tanto discordam os economistas sobre ofuncionamento dos estímulos fiscais?”. O grupo G20 como medida de combate a crise, introduziu estímulos nas economias numa média de 2% do PIB e os economistas encontram-se divididos na opinião se vai resultar ou não. Com este texto baseado no debate sobre os multiplicadores pode tirar varias conclusões importantes que passam por:
- Qual a diferença dos multiplicadores? Se o multiplicador forigual a 1 o estímulo é igual ao aumento no PIB; se o multiplicador for 0 , a economia utiliza o total da sua capacidade no seu funcionamento; e se o multiplicador for maior que 1, possivelmente existe um ambiente de recessão e os estímulos provocam aumentos substanciais no consumo e consequentemente no PIB.
- O multiplicador pode variar conforme o tipo de acção fiscal como é referido noartigo “Um corte nas taxas pode não ter tanto impacto se os consumidores não gastarem [pouparem]”
- As divergentes hipóteses sobre o impacto do elevado endividamento do Estado nas taxas de juro e nos gastos privados explicam as grandes variações nas estimativas para os multiplicadores dos estímulos de hoje no consumo.
-É necessário apurar a divergência nos multiplicadores, contudo, édifícil isolar o impacto das variações nas políticas fiscais , o “Case-study”, indica que os cortes constantes nas taxas têm um maior impacto que os cortes temporários
e as “Estatísticas”, o cálculo do impacto das modificações nos Gastos Estado e cortes das taxas. Mas é indispensável separar os estímulos do Estado das despesas em Segurança Social e quedas nas receitas fiscais.

Continuando aminha reflexão vou leva-la por caminhos diferentes pois acho importante referir ainda dois temas que são: a diferença entre o multiplicador kenesyano e as economias abertas vs fechadas e o multiplicador kenesyano Países Desenvolvidos vs. Países Emergentes

As economias relativamente fechadas têm multiplicadores de longo prazo superiores a 1, que se justifica pelo facto dos estímulos na...
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