Mulhers vitimas

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O que fazemos
Como fazemos


















“ Presas na servidão da prostituição mulheres e crianças aguardam a sua libertação.
Este combate é tão necessário quanto a luta contra o racismo e o tráfico de estupefacientes. Deve ser levada a cabo pela comunidade internacional com a mesma eficácia e perseverança “Jean Fernand Laurent, ONU, 1983


















INTRODUÇÃO
















Para quem não ouviu falar do Ninho


É uma Associação espantosa que tem a porta aberta para acolher as mulheres que precisam de ajuda, nos caminhos da rua que percorrem constantemente. Os companheiros também podem bater à porta. Podem entrar há sempre alguém que escuta,compreende, respeita e descobrem caminhos ainda não andados e que são salvadores. (Padre Vítor Feytor Pinto)

Conhece e analisa outros locais de prostituição: pensões, bares de espera, bares de alterna, hotéis de cinco estrelas, casas de passe fechadas, casas de massagens, agências, bares de luxo.

O Ninho ao longo dos anos, tem tido uma intervenção séria e coerente na denúncia daprostituição. Na denúncia das suas causas e consequências. Parte do conhecimento adquirido ao longo de 40 anos de trabalho directo com pessoas prostituídas e da troca de experiências com organizações congéneres da Europa e do Brasil.





O Ninho é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, que tem por objectivo a promoção humana e social de mulheres vítimas de prostituição.
Foi fundado emPortugal em 1967 seguindo o modelo de O Ninho Francês criado em Paris pelo Padre André Marie Talvas, em 1936.
A história de O Ninho insere-se assim na história do trabalho de colaboração entre os Movimentos do Ninho da França, da Bélgica (1980), do Brasil e de outras organizações e movimentos que trabalham directamente com pessoas prostituídas.
O Ninho nasce a partir das necessidades sentidaspelas mulheres prostituídas e estrutura uma metodologia de intervenção que se vai adequando às realidades.
Conhecer o meio prostitucional e os seus agentes foi o início de uma intervenção inovadora que na década de sessenta, poucas pessoas compreendiam.

Os serviços vão sendo estruturados de acordo com as solicitações feitas pelas mulheres e com a aprendizagem que os técnicos foram fazendo aolongo do seu percurso de trabalho directo com as mulheres.
Conhecemos a origem social das mulheres e dos clientes. Conhecemos os proxenetas (os companheiros, como elas dizem)
Conhecemos mulheres que foram traficadas, vendidas para certos países.
O tráfico de mulheres é organizado por associações criminosas.


“A prostituição não se reduz a um acto individual de uma pessoa que aluga o seusexo por dinheiro. É uma organização comercial com dimensões locais, nacionais, internacionais e transnacionais onde existem três parceiros: pessoas prostituídas, proxenetas e clientes.”


O Ninho faz o acompanhamento social das mulheres e seus agregados familiares, que buscam caminhos de mudança e que se traduz num processo metodológico de uma relação contratual, que exige uma relação deproximidade e uma relação afectiva (envolvimento emocional controlado) entre os técnicos de O Ninho e as mulheres prostituídas.
Assenta em três dimensões, três competências de prática profissional:
- o conhecimento da situação social tal como é “vivida” pelas mulheres sujeitos de direitos e de deveres.
- a compreensão e a aceitação como pessoa com dignidade inerente a todo o ser humano, tendo emconta os constrangimentos que sofreram no seu
percurso de vida e que culminaram com o recrutamento para a prática de prostituição. Acreditar e fazê-las acreditar nas suas capacidades e potencialidades para a mudança. (empowerment)
- a construção de um projecto de vida em que as mulheres são co-agentes do processo.

Este acompanhamento começa desde o início do processo que exige por parte...
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