Mulheres indianas

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Juliana Almeida Maldaner

LAPIDANDO O DIAMANTE INDIANO – A MULHER INDIANA

Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU
São Paulo, 30 de outubro de 2011

Introdução

Na maioria das sociedades do mundo as mulheres cresceram acreditando que não poderiam ser mais que mães e esposas, além do trabalho dentro de casa não se imaginavam trabalhando fora, quem diria ocupando cargos de gerência e,imagine só, presidência. Na Índia não é diferente, a maioria das mulheres aceitam seu papel de dependência em parentes do sexo masculino. Mas como a independência financeira tornou-se uma realidade para as mulheres, elas tiram vantagem disso. A mulher indiana escolarizada quando em contato com culturas mais abertas que delas próprias, aprendem sobre possibilidades de novos papéis na sociedade egostariam de implementar mudanças nos seus papéis tradicionais.
Este artigo aborda as mudanças no cenário da Índia a partir do século dezenove. Alguns dados importantes são abordados com análises significativas em torno das mulheres neste cenário. A evolução da mulher relacionando diretamente ao fator desenvolvimento da economia do país e da sociedade. Fatos importantes do século vinte e vinte um quefizeram da Índia o que é hoje e como foi a adaptação das mulheres neste novo cenário. As dificuldades que as mulheres atravessaram ao longo dos séculos para alcançar a posição de hoje e o que ainda terão de atravessar para atingir a tão sonhada igualdade.
Importante salientar a peculiaridade da mulher indiana, sempre tão impregnada de sua cultura conhecida pelo mundo como da mulher submissa esubserviente dependente dos papéis masculinos de sua família. E as famílias indianas como se reformularam com a nova mulher indiana.


Em países emergentes como Brasil, China e Índia a corrupção não é algo estranho. Porém, na Índia isso fez com que o governo entrasse numa operação lenta e burocrática, o que inclusive gerou anedotas como “The Chinese roll out the red carpet, Indians roll outthe red tape”, ou “os Chineses estendem o tapete vermelho, e os indianos estendem a burocracia”. Esse fato fez com que os investidores locais e estrangeiros preferissem outros países. Mesmo com esse quadro atual, o PIB indiano registra uma expansão média de 8,5% há cinco anos. Em 2010 o ritmo de crescimento chegou a 10,3% e a previsão é de fechar este ano com um resultado de 8%, ou seja, aeconomia continua aquecida e as perspectivas de retorno mantidas num patamar elevado. A Índia é uma gigante potência econômica atual.
É interessante citar que opiniões divergem quando o assunto é Globalização. Não dá para negar que hoje vivemos em um mundo onde a tecnologia nos trouxe a possibilidade de ver e ouvir qualquer pessoa do outro lado do mundo, através de vídeo conferências ou Skype.Contudo, é importante salientar que o mundo ainda não é um só e existem diferenças gritantes de um país para o outro. O Mackdonalds, por exemplo, serve hambúrgueres vegetarianos na Índia, a MTV transmite cinco orações por dia na Indonésia. Isso desmitifica a teoria do jornalista Thomas Friedman que diz que o mundo é plano. O mundo não é plano e não está caminhando neste sentido segundo o economistaindiano Pankaj Ghemawat, autor do livro World 3.0 no qual diz que tudo não passa de “globaboseira”. Como, pergunta ele, pode haver globalização se 90% da população mundial jamais deixaram o país em que nasceram?
Neste contexto, coloca-se em questão, como vivem as mulheres indianas atuais e qual é o seu papel no mercado de trabalho da Índia?
Uma das coisa mais difíceis de se modificar é a culturade um povo. Segundo Eduard B. Tyler (1974), cultura é “aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade”. Pode-se modificar as práticas culturais, mas dificilmente extingui-las. Nas palavras do ex Primeiro Ministro de Singapura, Lee Kuan Yew sempre defensor dos...
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