Mube

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MuBE – Museu Brasileiro da Escultura
Histórico do MuBE
O Museu Brasileiro da Escultura (MUBE) é uma instituição cultural privada localizada e foi inaugurado em maio de 1995, com o objetivo de divulgar os mais diversos segmentos da arte, priorizando a escultura e os suportes tridimensionais. Seu edifício-sede, uma das obras mais conhecidas do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, é uma construçãosemi-subterrânea integrada a um jardim projetado por Burle Marx
O MuBE tem sua origem em uma mobilização conjunta empreendida pela Sociedade dos Amigos do Jardim Europa (SAJEP) e pela Sociedade de Amigos dos Museus (SAM), sob coordenação da artista plástica Marilisa Rathsam, visando impedir a construção de um shopping center em um terreno de 7000 metros quadrados localizado na Avenida Europa, que,alegadamente, interferiria na tranquilidade dos moradores do bairro. Em 1987, durante a gestão Jânio Quadros a prefeitura de São Paulo concedeu à Sociedade de Amigos dos Museus, em regime de comodato, o uso do terreno por um período de 99 anos, com a contrapartida de que o mesmo fosse destinado à construção de um equipamento cultural aberto à comunidade.

Após a concessão, a SAM idealizou aconstrução no local de um museu dedicado à escultura e à ecologia. O plano inicial previa o uso da futura instituição como centro de documentação e administração do acervo público de esculturas da cidade. O projeto do arquiteto Paulo Mendes da Rocha para a edificação foi escolhido por meio de concurso fechado e a sua construção se iniciou em 1988. O projeto paisagístico do jardim, idealizado porRoberto Burle Marx, seria executado apenas parcialmente.

A construção do museu levou oito anos e foi financiada em grande parte por doações do setor privado. Inaugurado em maio de 1995, com uma mostra de 140 obras de Victor Brecheret, o museu foi gerido desde então como um espaço expositivo dedicado a manifestações diversas, sem a preocupação de formar ou manter uma coleção permanente de obras dearte.

Entre 1997 e 1999, Fábio Magalhães trabalhou como curador do MuBE, organizando uma mostra inédita no Brasil de esculturas de Max Ernst[10], uma ampla retrospectiva de Giorgio de Chirico e outra dedicada a César Baldaccini. Nesses primeiros anos o museu também desenvolveu um programa educacional, com cursos e workshops voltados a mídias diversas e diferentes linguagens das artes visuais ecriou uma divisão de audiovisual, responsável por uma programação de apresentações musicais e sessões de cinema.

Após a saída de Fábio Magalhães e a redução no ritmo de exposições, no entanto, começaram a se registrar críticas à falta de consistência do projeto museológico. As críticas se intensificaram depois que a direção tomou atitudes polêmicas, como a instalação de um grande letreiro nalateral da viga sob o vão livre (posteriormente retirado) e de grades cercando o edifício.

Em abril de 2007, após elaboração de um parecer do Departamento de Patrimônio Histórico que apontava desvio de função por parte da direção do MuBE, o prefeito Gilberto Kassab rescindiu a concessão administrativa do espaço. A prefeitura alegou que a direção do museu estava utilizando indevidamente o edifíciopara fins não relacionados a atividades artísticas – como feiras comerciais, lançamentos de produtos, desfiles de moda e festas de música eletrônica. O museu recorreu e obteve liminar permitindo-lhe continuar ocupando o espaço. Em 2008, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça julgou o mérito da ação, dando ganho de causa ao museu.

A prefeitura declarou ter a intenção de retomar o edifício paraservir de abrigo ao acervo da Pinacoteca Municipal, atualmente instalada no Centro Cultural São Paulo. A recisão do contrato recebeu apoio de parte da comunidade artística, por meio de um abaixo-assinado subscrito por 2000 personalidades do meio cultural, entre os quais os curadores Tadeu Chiarelli e Aracy Amaral e os artistas plásticos Leda Catunda, Regina Silveira e Jac Leirner. A direção do...
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