Mortalidade infantil

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  • Publicado : 7 de fevereiro de 2013
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Em São Paulo a taxa de mortalidade infantil
manteve-se decrescente em 2011

A taxa de mortalidade infantil registrada no Estado em 2011, de 11,55 óbitos por mil nascidos vivos, foi 2,63% menor que a de 2010 e 31,95% que a de 2000, indicador comparável ao da Argentina.

Diferenças importantes permanecem entre os Departamentos Regionais de Saúde, com taxas abaixo de 10 óbitos por milem Barretos, São José do Rio Preto e Presidente Prudente, e próxima de 17 por mil óbitos na Baixada Santista.

As causas perinatais e as malformações congênitas representam 80% dessas mortes, ressaltando-se que 50% dos óbitos infantis ocorrem na primeira semana de vida.

A taxa de mortalidade infantil (TMI) no Estado de São Paulo manteve-se em declínio e, em 2011, atingiu o menor valor detoda a série: 11,55 óbitos infantis por mil nascidos vivos. Este é o principal resultado da pesquisa que a Fundação Seade realiza junto aos Cartórios de Registro Civil de todo o Estado de São Paulo, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, que repassa as informações produzidas pelas Secretarias Municipais de Saúde.

A TMI de 11,55 óbitos por mil, registrada em 2011, é 2,63% menor que aobservada em 2010 (11,86 óbitos por mil nascidos vivos). Já em comparação a anos mais distantes, esse indicador diminuiu 31,95% em relação a 2000 (16,97 por mil) e 62,97% frente a 1990 (31,19 por mil).

Esse resultado reafirma a posição de São Paulo como um dos Estados com menor risco de morte infantil no Brasil. De acordo com estimativas derivadas do Censo Demográfico de 2010, a TMI média do país,no final da década de 2000, era de 15,6 óbitos por mil nascidos vivos. Os valores mais elevados foram registrados na Região Nordeste (18,5 por mil) e os menores na Região Sul (12,6 por mil).
O padrão por causas de morte

Os dados dessa pesquisa mostram também que apenas dois grupos de causas de morte, as perinatais e as malformações congênitas, são responsáveis atualmente por praticamente 80%das mortes infantis.

As causas perinatais, isto é, aquelas relacionadas a problemas na gravidez, no parto e nascimento, representaram 57,40% das mortes infantis. Entre 2000 e 2011, suas taxas diminuíram mais de 30%, ao passar de 9,69 para 6,63 óbitos por mil nascidos vivos, sendo as principais responsáveis pelo declínio da mortalidade infantil (63,86% do total da redução). Nesse mesmo período,as mortes infantis por malformações congênitas foram as que apresentaram a menor diminuição das taxas (apenas 10,55%), passando de 2,83 para 2,53 óbitos por mil. Assim, sua participação no total das mortes infantis aumentou de 17,26% (2000) para 21,90% (2011). Essas causas estão entre os problemas médicos de prevenção e cura mais difíceis, por serem decorrentes de diversos fatores, como anomaliasdo coração, do sistema nervoso central e do aparelho respiratório, entre outras.

Por seu turno, as mortes infantis por doenças do aparelho respiratório e por doenças infecciosas e parasitárias que, na década de 1980, eram as principais causas de mortalidade infantil do Estado, têm hoje peso relativamente pequeno: em 2011, responderam por 5,63% e 4,42% dos óbitos infantis, respectivamente. Mesmocom a participação relativamente pequena, 16,62% da redução da mortalidade infantil verificada entre 2000 e 2011 deveu-se às mortes por doenças do aparelho respiratório. Sua taxa passou de 1,45 para 0,65 óbitos por mil, enquanto as doenças infecciosas e parasitárias passaram de 0,96 para 0,51 óbitos por mil, contribuindo com 9,38% da redução da mortalidade infantil nesse período.
A mortalidadeinfantil por idade

O padrão da mortalidade infantil segundo suas causas, descrito anteriormente, leva à acentuada concentração dessas mortes nas primeiras idades, uma vez que é nesse período inicial da vida que se manifestam, prioritariamente, as causas perinatais. De fato, em 2011, observou-se que 68,16% dos óbitos infantis concentraram-se nos primeiros 28 dias de vida (período neonatal) e,...
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