Morgan x boas

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
CENTRO DE FILOSOFIA E CIENCIAS HUMANAS
DEPARTAMENTO DE ANTROPOLOGIA
DISCIPLINA: TEORIA ANTROPOLOGICA I
PROFESSORA: MARIA EUGÊNIA








O EVOLUCIONISTA E O CULTURALISTA, TEORIAS DE MORGAN E BOAS

















ACADÊMICOS:
ALEX CIPRIANO
AMANDA CAROLINE FERREIRA
CAMILA LAURINDO
GABRIELA CORDINI BROERING
PEDRO VIEIRAHOMEM




INTRODUÇÃO

Hoje na cidade de Florianópolis podemos observar grande população de estrangeiros, especialmente norte-americanos e europeus, que entram na vida cotidiana da cidade, convivendo com os nativos e sua cultura.
Buscamos, neste trabalho, refletir sobre suas visões dessa sociedade, o choque cultural e o estranhamento, e dialogar com os autores estudados na disciplina, como oevolucionista Lewys H. Morgan e o culturalista Franz Boas.
O estrangeiro tem uma idéia de ser este um povo ainda em desenvolvimento, na linha histórico-evolutiva? Que alcançará os padrões que ele (o estrangeiro) encontra em sua própria sociedade? Essa era a idéia que MORGAN tinha para explicar as diferenças culturais, usando do método comparativo, para diferentes padrões de cultura, onde asociedade norte-americana, a qual pertencia, era tida como ápice da evolução.
Ou será que, como radicalmente defendido por Franz Boas, as civilizações seguem caminhos diferentes, não buscando os mesmos objetivos e aqui os estrangeiros buscam justamente outra perspectiva de convívio social e cultural?
Nosso trabalho será desenvolvido através de pesquisa de campo, em conversas informais, em um bar desamba local, em caronas e na própria UFSC.

























O EVOLUCIONISTA E O CULTURALISTA, TEORIAS DE MORGAN E BOAS

Lewys Henry Morgan foi um antropólogo americano, que buscava através do método comparativo entre diferenças culturais entender a diversidade humana. Pertenceu à corrente da antropologia evolucionista. O “avanço” ou “atraso” de uma determinadasociedade em sua evolução, em uma linha histórica configura um problema importante. Para o autor uma sociedade é sempre analisada comparativamente em relação à outra sociedade. Essa noção é dada a partir do ponto que, para o autor, as causas e condicionantes são uniformes para toda sociedade, ele falava em uma idéia de unidade mental ou moral humana, ponto de partida da sua análise comparativa.“porque outras tribos e nações foram deixadas para trás na corrida para o progresso – algumas na civilização, algumas na barbárie e outras na selvageria.” (MORGAN. 1877. In: CASTRO, 2005, p. 44). Assim, MORGAN classifica a humanidade em três diferentes estágios:

• Selvageria: surgimento da raça humana e o uso do fogo, nômades.
• Barbárie: desenvolvimento da agricultura, domesticação de animais,invenção da arte cerâmica, início da construção de ferramentas de fundição de metais.
• Civilização: sociedade atual, segundo Morgan começa com o uso da escrita fonética.

Para o autor, já que o ser humano é uma unidade, nosso desenvolvimento social deveria ser padrão para todas as sociedades. “A história da raça humana é uma só – na fonte, na experiência, no progresso.” (MORGAN, 1877. In: CASTRO,2005, p.44). Segundo a sua análise, devido à ocorrência de elementos semelhantes em diferentes épocas e lugares do planeta e a grande variedade de culturas existentes no mundo, observa-se que nem todas as sociedades alcançaram o último estágio de desenvolvimento. Na Europa por exemplo, ponto-base de análise do autor, há ainda muitos homens no estágio de selvageria e barbárie sendo este fatoconsiderado resquício do passado.
Este tipo de pensamento gera o chamado etnocentrismo, onde uma cultura é tida como centro e a partir disso julga as outras culturas como inferiores, subdesenvolvidas. Ou seja, em um estágio inferior de evolução.
A antropologia precisava responder uma série de questões. Como os selvagens passara dessa condição à civilização ou por que algumas sociedades foram...
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