Moral

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  • Publicado : 23 de outubro de 2012
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A moral

A moral se trata do conjunto de valores, de normas e de noções do que é certo e errado, proibido e permitido, dentro de uma determinada sociedade, de uma cultura. As práticas positivas de um código moral são importantes para que possamos viver em sociedade, fortalecendo cada vez mais a coesão dos laços que garantem a solidariedade social. Do contrário teríamos uma situação de caos,de luta de todos contra todos para o entendimento de nossas vontades. Considerar o outro ou o próximo é um aspecto fundamental à moralidade, diz respeito a uma consciência coletiva, os valores morais ou éticos se oferecem, por tanto, como expressão e garantia de nossa condição de seres humanos ou de sujeitos racionais e agentes livres, proibindo moralmente a violência e favorecendo a integraçãosocial. As mais diferentes expressões culturais possuem diferentes sistemas morais para organização da vida em sociedade. Prova disso está nas diferenças existentes entre os aspectos da cultura ocidental e oriental, basta avaliarmos o papel social assumido pelas mulheres quando comparamos brasileiras e afegãs. Devemos sempre ter em mente que a moral, por ser fruto daconsciência coletiva de uma determinada sociedade e cultura, pode variar através da dinâmica dos tempos. Ao partimos então da ideia de que a moral é construída culturalmente, algumas “visões de mundo” ganham status de verdade entre os grupos sociais e, por isso, muitas vezes são “naturalizadas”. Essa naturalização de uma visão cultural é o que dificulta conseguirmos distinguir entre juízo defato (análise imparcial) e de valor (fruto da subjetividade), o que pode ser uma armadilha que nos leva ao desenvolvimento de preconceitos em relação ao que nos é estranho e diferente. Assim, tanto os valores como a ideia de virtude são fundamentais à vida ética e, dessa forma, evitam a violência, o ato imoral ou antiético. Ser virtuoso, em linhas gerais, significa desejar e sabercolocar em prática ações éticas, isto é, moralmente louváveis. A noção de bem e mal ou bom e mau é fundamental para que calculemos uma forma de fugir do sofrimento, da dor, alcançando a felicidade de forma virtuosa.

CONCLUSÃO

É importante lembrar que fins éticos requer meios éticos, o que nos faz deduzir que a famosa expressão “todos os fins justificam os meios” não é valida quando sebusca ser virtuoso. Se em nosso código moral considerarmos o roubo como algo imoral, roubar seria assim um meio injustificável para se alcançar qualquer coisa, ainda que isso fosse feito em nome de algum valor moral. A simples existência da moral não significa a presença explicita de uma ética, entendida como filosofia moral, isto é, uma reflexão que discuta, problematize e interprete o significadodos valores morais. Ao contrário disso, as sociedades tendem a naturalizar seus valores morais ao longo das gerações, isto é, ocorre uma aceitação generalizada.
NOTAS PROGAMÁTICAS PARA A FUNDAMENTAÇÃO DE UMA ÉTICA DO DISCURSO
Habermas começa o texto afirmando-se um cognitivista, ou seja, que ele adota uma perspectiva segundo a qual é possível afirmar que podemos conhecer a verdade no campo daética. Em outras palavras, ele considera que é possível afirmar que certas proposições ligadas à moral são verdadeiras ou falsas. Portanto, o cognitivismo implica a crença de que a razão pode ser um guia adequado na identificação do que é moralmente correto ou incorreto. O não-cognitivismo é a crença oposta, fundada na idéia de que a razão é meramente instrumental e que, portanto,nada nos pode dizer no tocante aos valores. Segundo os não-cognitivistas, como Kelsen e Wittgenstein, é impossível fazer afirmações objetivamente verdadeiras acerca de questões valorativas, que por isso mesmo não são objeto da ciência. Assim, o cognitivismo de Habermas não envolve simplesmente a possibilidade de fazer afirmações verdadeiras sobre normas, mas a de fazer afirmações objetivamente...
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