Monteiro lobato

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 15 (3712 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 5 de setembro de 2011
Ler documento completo
Amostra do texto
Em 1882, 18 de abril, Monteiro Lobato nascia no casarão da fazenda de seu avô, Jose Francisco Monteiro, o Visconde de Tremembé, dono de escravos e plantações de café na região de Taubaté, em São Paulo. Criado em fazenda, Monteiro Lobato foi alfabetizado pela mãe Olímpia Augusta Monteiro Lobato e depois por um professor particular. Aos sete anos, entrou num colégio. Nessa idade descobrira oslivros de seu avô materno, o Visconde de Tremembé, dono de uma biblioteca imensa no interior da casa. Leu tudo o que havia para crianças em língua portuguesa. Nos primeiros anos de estudante já escrevia pequenos contos para os jornaizinhos das escolas que freqüentou. Aos onze anos, em 1893, foi transferido para o Colégio São João Evangelista. Ao receber como herança antecipada uma bengala do pai, quetrazia gravada no castão as iniciais J.B.M.L., mudou seu nome de José Renato para José Bento, a fim de utilizá-la.
Em dezembro de 1896 foi para São Paulo e, em janeiro, prestou exames das matérias estudadas na cidade natal, mas foi reprovado no curso preparatório e retornou a Taubaté. Quando retornou ao Colégio Paulista, fez as suas primeiras incursões literárias como colaborador dosjornaizinhos Pátria, H2S e O Guarany, sob o pseudônimo de Josben e Nhô Dito. Passou a colecionar avidamente textos e recortes que o interessavam, e lia bastante. Em dezembro prestou novamente os exames para o curso preparatório e foi aprovado. Escreveu minuciosas cartas à família, descrevendo a cidade de São Paulo. Colaborou com O Patriota e A Pátria. Então, se mudou de vez para São Paulo, e tornou-seestudante interno do Instituto Ciências e Letras.
No ano seguinte, a 13 de junho de 1898, perdeu o pai, José Bento Marcondes Lobato, vítima de congestão pulmonar. Decidiu, pela primeira vez, participar das sessões do Grêmio Literário Álvares de Azevedo do Instituto Ciências e Letras. Sua mãe, vítima de uma depressão profunda, veio a falecer no dia 22 de junho de 1899.
Tendo forte talento para odesenho, pois desde menino retrata a Fazenda Buquira, tornou-se desenhista e caricaturista nessa época. Em busca de aproveitar as suas duas maiores paixões, decidiu ir para São Paulo após completar 17 anos.
Seu sonho era a Faculdade de Belas-Artes mas, por imposição do avô, que o tinha como um sucessor na administração de seus negócios, acabou ingressando na Faculdade do Largo São Francisco paracursar Direito. Mesmo assim seguiu colaborando em diversas publicações estudantis e fundou com os colegas de turma a Arcádia Acadêmica. Dois anos depois, foi eleito presidente da Arcádia Acadêmica, e colaborou com o jornal Onze de Agosto, onde escreveu artigos sobre teatro. De tais estudos surgiu, em 1903, o grupo O Cenáculo, fundado junto com Ricardo Gonçalves, Cândido Negreiros, Godofredo Rangel,Raul de Freitas, Tito Lívio Brasil, Lino Moreira e José Antonio Nogueira.
Era anticonvencional por excelência, dizendo sempre o que pensava, agradasse ou não. Defendia a sua verdade com unhas e dentes, contra tudo e todos, seja qual fossem as conseqüências. Venceu um concurso de contos e o texto Gens Ennuyeux foi publicado no jornal Onze de Agosto.

O advogado
Em 1904 diplomou-se bacharelem Direito e regressou a Taubaté. No ano seguinte fez planos de fundar uma fábrica de geléias, em sociedade com um amigo, mas passou a ocupar interinamente a promotoria de Taubaté e conheceu Maria Pureza da Natividade ("Purezinha"). Em maio de 1907 foi com a vida bucólica de Areias, planejou abrir um estabelecimento comercial de secos e molhados. Em 1910 associou-se a um negócio de estradas deferro e nasceu o seu segundo filho, Edgar. Viveu no interior e nas cidades pequenas da região,
escrevendo paralelamente para jornais e revistas, como Tribuna de Santos, Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro e Fon-Fon, para onde também mandava caricaturas e desenhos.
Em 1915 Monteiro Lobato publica em O Estado de S. Paulo dois artigos: "Urupês" e "Velha Praga", em que condena o regionalismo...
tracking img