Monarquias nacionais espanha portugal

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A formação das monarquias ibéricas: Portugal e Espanha.
Portugal e Espanha possuem uma origem comum e vários pontos de sua história se encontram e estão entrelaçados.

Primeiro Portugal e depois a Espanha foram precursores na formação das monarquias absolutistas na Europa, os dois primeiros Estados Nacionais europeus.
É a partir do nascimento da nacionalidade portuguesa e espanhola que, porexemplo, os descobrimentos e a expansão ultramarina se tornaram possíveis, mudando a face do mundo conhecido e conduzindo a configuração contemporânea das relações econômicas, sociais e políticas.
Assim, para entender a história da Idade Moderna é essencial conhecer a formação das monarquias ibéricas, por sua vez, sendo necessário recuar no tempo até as origens mais remotas da cultura da região.
Oterritório que hoje constitui Portugal e Espanha, rico em recursos hídricos, desde a antiguidade possui a pequena extensão montanhosa do norte fértil e as grandes planícies do sul propícias somente ao cultivo de oliveiras (azeitonas) e videiras (uva).
Então foi invadida por muçulmanos vindos do norte da África, então atraídos pelos recursos hídricos.
Os mouros, como eram chamados, ocuparam o sul eempurraram os cristãos cada vez mais para o norte, embora tenham assimilado a população nativa e facultado a liberdade religiosa.
Após a invasão muçulmana, quase imediatamente começou o período da reconquista, em 718, a ponto de, em 914, um terço já ter sido tomado de volta pelos cristãos.
A reconquista:
A Europa medieval era um barril de pólvora, com gritante desigualdade, exploração dos camponesesao extremo, nobres lutando entre si pelo poder e entrando em atrito com o papado, quando a igreja católica pensou na solução ideal: focalizar a atenção da população em um inimigo externo que pudesse unir todos em torno do cristianismo.

Dentro deste contexto, o Papa convocou a cristandade para livrar a península ibérica dos infiéis, fazendo levas e mais levas de peregrinos rumarem para lá,buscando conciliação com o divino e fortuna, incrementando os contingentes cristãos.
Entre os nobres, neste período, somente o primogênito se habilitava a herdar terras e títulos, aos outros filhos homens restava entrar para o clero ou buscar fortuna em terras distantes como cavaleiro.
Portanto, não só a plebe rumou para a península, mas também nobres, os quais enxergaram na reconquista a possibilidadede obter terras e títulos.
Não obstante, depois que Fernando Magno, rei de Castela, conquistou Coimbra, em 1058, a avanço cristão estagnou, até que o novo rei de Leão, D. Afonso VI, iniciou novamente o processo de expulsão dos infiéis, tomando Toledo em 1079, futura capital do reino.
Tudo poderia estar perdido, não fosse à chegada, no mesmo ano de 1079, de uma grande leva de peregrinos francos quereforçaram as tropas cristãs.
Entre os cruzados estavam os primos D. Raimundo e D. Henrique da Casa de Borgonha, vindos do que hoje é a França, ambos buscando fortuna por não serem primogênitos.
Pelo desempenho na guerra, ambos receberam as filhas de D. Afonso VI como recompensa.

D. Raimundo se casou com Dona Urraca, filha legitima do rei de Leão, recebendo como dote a Galiza e o condadoPortucalense; D. Afonso se casou com Dona Tereza, a filha ilegítima, portanto, sem possibilidade de ascender à coroa.
Porém, apesar de D. Raimundo ser tido como um bom administrador, uma derrota militar fez com que perdesse a Galiza para D. Henrique, nascendo a partir da rivalidade entre os primos a futura desavença entre Portugal e Espanha.
D. Henrique tinha fama de um excelente guerreiro, um gêniomilitar, o que não pode lhe garantir a coroa, mas permitiu obter outras regalias.
Depois da morte do último conde Portucalense, o rei de Leão decidiu tornar D. Henrique o novo conde, enquanto a Galiza foi devolvida para D. Raimundo, então nomeado herdeiro do trono.
D. Raimundo e seus descendentes iriam fundar os reinos que originariam a Espanha, já o filho de D. Afonso iria fazer nascer à primeira...
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