Modernidade Liquida

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RESUMO  

 

Em resumidas palavras, modernidade líquida é a época atual em que vivemos. É o conjunto 
de relações e instituições, além de sua lógica de operações, que se impõe e que dão base 
para a contemporaneidade. É uma época de liquidez, de fluidez, de volatilidade, de incerteza 
e insegurança. É nesta época em que toda a fixidez e todos os referenciais morais da época anterior, denominada pelo autor como modernidade sólida, são retirada de palco para dar 
espaço à lógica do agora, do consumo, do gozo e da artificialidade É nesta época em que as 
relações de trabalho cada vez mais se desgastam e que a própria esfera do trabalho, cada 
vez mais vira um campo fluido desregulamentado. Então empregos temporários, meia jornada, empregos em que as relações de empregado­empregador são constituídas somente 
pelos dois, se tornam situações fáceis e consideradas legítimas de se observar. Nisto, 
emerge a figura do desempregado crônico. 

As principais características da modernidade líquida, segundo Z. Bauman (são desapego, 
provisoriedade e acelerado processo da individualização; tempo de liberdade, ao mesmo tempo, de insegurança. Tal contexto pode ser definido pela palavra alemã Unsicherheit que 
significa: falta de segurança, de certeza e de garantia.  

"Modernidade líquida" é conceito desenvolvido pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman e, 
para fins deste artigo, recorremos a várias de suas obras na tentativa de apresentar os 
principais aspectos da sociedade atual que, apreendidos pelo citado autor, o fizeram elaborar 
a respectiva definição para os dias em que vivemos.   Segundo Bauman (2001), as inúmeras esferas da sociedade contemporânea (vida pública, 
vida privada, relacionamentos humanos) passam por uma série de transformações cujas 
conseqüências esgarçam o tecido social. Tais alterações, de acordo com o sociólogo 
polonês, faz com que as instituições sociais percam a solidez e se liquefaçam, tornando­se amorfas, paradoxalmente, como os líquidos. A modernidade líquida, assim, é tempo do 
desapego, provisoriedade e do processo da individualização; tempo de liberdade ao mesmo 
tempo em que é o da insegurança. Como resposta a esta possibilidade de liberdade 
(Bauman, 

1998, 2000, 2001), os homens deste tempo, no anonimato das metrópoles, têm a sensação 
de impotência sem precedentes, já que, no anseio por esta liberdade, os mesmos encontram­se por sua própria conta e risco em meio ao concreto. A responsabilidade é 
deixada às energias individuais, favorecendo a solução biográfica das contradições 
sistêmicas. Desta forma, como todos estão sem tempo, e preocupados com inúmeras 
atividades assumidas, poucos são aqueles que têm tempo e disponibilidade para dar o 
ombro amigo para o próximo; o vizinho é um desconhecido.  Neste contexto, o relacionamento eu­outro é mercantilizado e frágeis laços de afeto têm a 
possibilidade de serem desfeitos frente a qualquer desagrado das partes. E, deste modo, "O 
interesse público é reduzido à curiosidade sobre as vidas privadas de figuras públicas e a 
arte da vida pública é reduzida à exposição pública das questões privadas e a confissões de 
sentimentos privados" (2001, p. 46).  Bauman nos mostra que a "modernidade líquida" é um tempo em que a violência, o 
terrorismo e o individualismo são exacerbados, instalados em não­lugares, em 
"terras­de­ninguém".  

Deste modo, as cidades do século XXI, nas palavras do sociólogo, são cidades na 
modernidade líquida, pois, nesta época atual da história de parte da humanidade.  

Os fluidos se movem facilmente. Eles 'fluem', 'escorrem', 'esvaem­se', 'respingam', 'transbordam', 'vazam', 'inundam', 'borrifam', 'pingam', são 'filtrados', 'destilados'; 
diferentemente dos sólidos, não são facilmente contidos ­ contornam certos obstáculos, 
dissolvem outros e invadem ou inundam seu caminho... Associamos 'leveza' ou 'ausência de 
peso' à mobilidade e à inconstância: sabemos pela prática que quanto mais leves viajamos, ...
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