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COSTA, Emília Viotti da. Da monarquia à república: momentos decisivos. 7. ed. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999.


INTRODUÇÃO

TEMA: ELITES BRASILEIRAS QUE T
OMARAM O PODER (1822). “As elites brasileiras que tomaram o poder em 1822 compunham-se de fazendeiros, comerciantes e membros de sua clientela, ligados à economia de importação e exportação e interessados na manutenção dasestruturas tradicionais de produção cujas bases eram o sistema de trabalho escravo e a grande propriedade. Após a Independência, reafirmaram a tradição agrária da economia brasileira; opuseram-se às débeis tentativas de alguns grupos interessados em promover o desenvolvimento da indústria nacional e resistiram às pressões inglesas visando abolir o tráfico de escravos. Formados na ideologia daIlustração, expurgaram o pensamento liberal das suas feições mais radicais, talhando para uso próprio uma ideologia essencialmente conservadora e antidemocrática (...)” (9)

OBJETIVO. MÉTODO. “(...) entender a fraqueza das instituições democráticas e da ideologia liberal, assim como a marginalização política, econômica e cultural de amplos setores da população brasileira, problemas básicos do Brasilcontemporâneo. Na abordagem dos temas procuramos evitar as explicações mecanicistas, que, por apresentarem os homens como meras vítimas de forças históricas incontroláveis, acabam por isentá-los de qualquer responsabilidade. Assumindo que dentro das determinações gerais do processo histórico há sempre uma relativa margem de liberdade, examinamos o comportamento das elit6es brasileiras em algunsmomentos decisivos da nossa história.” (17)


HIPÓTESES: ELITES POLÍTICAS. PERPETUARAM O SISTEMA DE CLIENTELA E PATRONAGEM. SOBRE ESSE ASSUNTO VER O LIVRO DE RICHARD GRAHAM CLIENTELISMO E POLÍTICA NO BRASIL DO SÉCULO XIX.
BOURGEOIS GENTILHOME. “O bougeois gentilhome, típico da elite brasileira, empresário e aristocrata, ávido de lucros e de títulos de nobreza, assumiu uma posição ambígua emrelação à étics burguesa e ao capitalismo. A ética capitalista, com seu culto da liberdade individual, sua valorização da poupança e do trabalho, seu apreço pelo self-made man, não fazia muito sentido numa sociedade em que o trabalho era feito por escravos, as relações humanas se definiam em termos de trocas de favores e a mobilidade social dependia da patronagem da elite.” (11)
CAPITALISMOPERIFÉRICO. CLIENTELA. PATRONAGEM. CONCILIAÇÃO. FENÔMENO DA COOPTAÇÃO “O sistema de clientela e patronagem, cujas origens remontam ao período colonial, impediu a racionalização da administração. A burocracia do Império foi cabide de empregos, os burocratas sujeitos aos caprichos da política e ao revezamento dos partidos no poder. As lutas políticas se definiram em termos de lutas de família e suasclientelas. A ética de favores prevalecia sobre a ética competitiva e o bem público confundia-se com os bens pessoais. Dentro desse quadro de relações, o sistema capitalista encontrava obstáculos para seu desenvolvimento. De outro modo, seu dinamismo limitado, característico do capitalismo periférico, não etra suficiente para desarticular as bases de sustentação da patronagem. O sistema de clientelaque sobreviveria ao Império mascarava as tensões de classe e os antagonismos raciais. As novas classes médias urbanas que se constituíram no decorrer do Segundo Reinado nos principais núcleos urbanos seriam atreladas às oligarquias de cuja patronagem dependiam - o que impôs limites à sua crítica. Exemplo do processo de cooptação dos indivíduos mais talentosos, pertencentes à pequena burguesia eàs classes populares, é a ascensão do bacharel. Ligado às elites por laços de família, amizade ou clientela, tornou-se freqüentemente porta-voz dos grupos dominantes. A expansão do mercado interno, no entanto, permitiu-lhe almejar uma relativa independência em relação às lealdades tradicionais que o aprisionavam. Arvorou-se então em patrono do “povo”. Aceitou com entusiasmo idéias novas, apoiou...
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