Modelo de produção fordista

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  • Publicado : 24 de abril de 2011
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MODELO DE PRODUÇÃO FORDISTA
FORDISMO
Muito tem sido publicado em relação ao desenvolvimento de diferentes países no tempo, bem como na tentativa de compreender os elementos que contribuem ou dificultam esse desenvolvimento. Diferentes autores propõem diferentes versões explicativas para esse mesmo fenômeno. Por exemplo, Adam Smith, Keynes e Schumpeter, apresentam, cada um, um caminho diferentepara explicar e manipular o desenvolvimento econômico das nações.
Dentre todas as tentativas de explicação do desenvolvimento econômico dos países capitalistas, destaca-se aquela que busca a explicação na combinação de diversos fatores, de modo a permitir um crescimento econômico e acumulação de capital de maneira contínua e crescente, apresentada pelos autores da chamada escola regulacionista,ou teoria da regulação.
Segundo essa teoria, há dois modos de produção, que permitiu aos países que os adotaram desenvolver-se intensivamente durante o século XX e, ao que parece, assim será, também, durante o século XXI. Esses dois modos são o Fordismo e o Pós-Fordismo (Producao Enxuta – Sistema Toyota de Producao). Este trabalho desenvolverá esses dois conceitos, extrapolando-os da fábrica, ondesurgiram, até as economias dos países industrializados, de modo a tornar possível uma justificativa de seu desenvolvimento econômico.
1 - MODO DE PRODUÇÃO E MODO DE REGULAÇÃO
Para que seja possível compreender os conceitos de Fordismo e Pós-Fordismo, faz-se necessário uma definição mais precisa do conceito mais amplo que estes representam, o de modo de produção. Segundo Boyer modo de produção“designa toda forma específica das relações de produção e de trocas, ou seja, das relações sociais que regem a produção e a reprodução das condições materiais necessárias para a vida dos homens em sociedade.”
Um modo de produção extrapola o espaço da indústria, estendendo-se por toda a sociedade, uma vez que envolve não só o modo de organização da produção, a participação e remuneração dosempregados, mas ainda a regulação das atividades industriais por governo e sindicatos, o tipo de concorrência existente, a participação do país no cenário internacional e outros fatores que determinariam um contexto muito amplo, no qual é possível que um país produza valor e acumule riquezas ao longo de um período de tempo.
Tendo sido configurado, testado e aprovado, um modo de produção passa a sercopiado por outras indústrias e até mesmo por outros países. Dessa forma, as mesmas condições que favoreceram o desenvolvimento de um modelo acabam por torná-lo inviável, quando outros modelos são criados em outros países.
Os regulacionistas acreditam que é possível explicar o desenvolvimento e declínio econômico das nações capitalistas, em especial durante o século XX, através dessa lógica. Cadapaís apresenta o seu modo de regulação, aqui entendido como:
a maneira como a conjunção de formas institucionais cria, direciona e, em alguns casos, dificulta os comportamentos individuais e predetermina os mecanismos de ajustamentos nos mercados que, na maioria das vezes, resultam de um conjunto de regras e de princípios de organização. (Boyer, 1990).
Um modo de regulação, portanto, são ascondições exógenas ao modo de produção, que permitem que um determinado modo de produção se desenvolva, trazendo desenvolvimento econômico para seus países.
Cada modo de regulação apresentaria determinadas condições que favoreceriam ou dificultariam tanto a produção e acúmulo de riquezas quanto as relações externas de um país, o que favoreceria ou dificultaria, por sua vez, seu crescimento efortalecimento no cenário mundial. Sob essa ótica, seria possível explicar o crescimento dos Estados Unidos enquanto nação economicamente predominante mundialmente, a partir do início do século XX, seguido por alguns países europeus, como a Alemanha e a França, a partir dos anos 1960.
Essa mesma ótica explicaria o fortalecimento do Japão, a partir da década de cinquenta, tendo seu apogeu nas décadas...
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