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ARTIGO 1- Assistência pré-natal: competências essenciais desempenhadas por enfermeiros.
REFERÊNCIA:
CUNHA, M. A., et al. Assistência pré-natal: competências essenciais desempenhadas por enfermeiros. Escola Anna Nery. Rio de Janeiro, v.13, n.1, p.145-153, Jan./Mar. 2009.

OBJETIVO:
Analisar as competências essenciais desenvolvidas, na prática, pelos enfermeiros que atuam na atenção aopré-natal.

MATERIAL E MÉTODOS:
AMOSTRA
A amostragem aleatória simples foi composta por 13 Centros de Saúde (CSs) e 52 Unidades de Saúde da Família (USFs), de forma a contemplar 50% do total das unidades. Foram sorteados três CSs (25%) e 13 USFs (25%). A seleção se deu da seguinte forma: foram enumerados todos os serviços, dando a cada um deles um número e utilizando uma tabela de números aleatórios;procedeu-se ao sorteio. A amostra final foi constituída por 16 unidades de saúde.

MÉTODOLOGIA
A coleta de dados foi feita através de observação sistemática e não participante do desempenho das atividades desenvolvidas pelos profissionais de enfermagem na atenção pré-natal. As observações, neste estudo, foram realizadas em todas as unidades pesquisadas, no período da manhã ou tarde. No total,foram observadas 61 gestantes.

ANÁLISE ESTATÍSTICA
Os dados foram analisados tendo como parâmetros os documentos que estabelecem as políticas e normas de atenção ao pré-natal, que são: competências essenciais publicadas pela ICM/OMS/OPAS e Manual Técnico de Assistência Pré-Natal publicado pelo MS. Foi utilizada a estatística descritiva para a descrição dos dados, os quais foram apresentadospor meio de tabelas de contingências, frequência absoluta e percentual.

RESULTADOS:
A Tabela 1 apresenta a frequência de informações, durante a anamnese, na primeira consulta de pré-natal realizada nos CSs e nas USFs. As informações sobre antecedentes pessoais, obstétricos, a data da última menstruação e idade gestacional foram feitas em 94,12% das consultas, enquanto os antecedentes familiarese ginecológicos foram realizados em 88,24%, e a informação sobre a data provável do parto foi feita em 82,35% das 17 consultas observadas. Vale destacar que, para uma gestante, a enfermeira solicitou o teste imunológico de gravidez (TIG) para diagnóstico de gestação, e somente a partir de então iniciou o pré-natal.
Na Tabela 2 Quando analisamos os dados da anamnese a partir da segunda consultaem diante, observamos que os percentuais das informações foram menores com exceção do cálculo da idade gestacional que foi verificado em um pouco mais de 90% das consultas.
Na Tabela 3 observamos que a avaliação do estado nutricional das gestantes foi realizada em 24,59% das consultas, a inspeção da pele e mucosas foi realizada em apenas 20 consultas (32,79%), o procedimento de palpação datireoide, no presente estudo, foi realizado apenas pelos profissionais dos CSs em duas consultas e a pesquisa de edema e o exame dos MMIIs essa avaliação foi realizada em mais de 60% das consultas.

A Tabela 4 apresenta à baixa frequência (39,34%) da realização do exame de mamas, a ausculta dos batimentos cardiofetais em (81,97%) das gestantes, a verificação da altura uterina foi uma habilidadedesenvolvida pelos enfermeiros na maioria das consultas (90,16%) e o procedimento de verificação da apresentação fetal foi observado em apenas 32,79% das consultas,

Na Tabela 5 observamos que a maioria dos exames laboratoriais, preconizados pelo MS, foi solicitada em 100% das consultas, considerando que apenas para uma gestante não foram solicitados o grupo sanguíneo e o fator Rh, porque ela já oshavia realizado anteriormente e o exame de ultrassonografia foi solicitado, em nossa pesquisa, para a metade das gestantes, na primeira consulta.

CONCLUSÃO:
Os resultados deste estudo revelam que as competências essenciais esperadas na assistência pré-natal, preconizadas pelo Manual de Normas Técnicas para Assistência Pré-Natal do MS e Confederação Internacional das Parteiras (ICM), foram...
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