Mind in the cave

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The Mind in the Cave de David Lewis-Williams
Constança Albino de Lacerda e Mello, 7334
1 º ano Pintura
FBAUL 2012/2013
História da Arte I

Indíce

1. Introdução
2. Resumo de “The Mind in The Cave”
3. Conclusão
4. Bibliografia

1.
Introdução

David Lewis – Williams nasceu em 1934 na Cidade do Cabo. David é, um reconhecido arqueólogo, professor de Arqueologia Cognitiva emJoanesburgo e, doutor em antropologia social tendo sido director do “Rock Art Research Institute” também em Joanesburgo.
Conhecido pelas suas pesquisas exaustivas em torno da arte e de crenças, o seu trabalho incide no Paleolítico sendo conhecido como um renovador dos estudos sobre as convicções xamãs durante o supra referido período.
Na obra em estudo o autor apresenta a sua teoria acerca dodesenvolvimento da mente humana e, o momento em que o homem começou a desenvolver a sua mente para poder criar imagens para além do real. Para além disso Lewis-Williams fala-nos sobre a ligação entre as imagens e actos de xamanismo.


2.
Resumo de “The Mind in the Cave”

O autor começa por nos apresentar três fragmentos no tempo e em cada um deles, cria uma teoria que vai referenciar o modocomo as pessoas daquele tempo pensavam.
O primeiro fragmento situa-se entre 13000 a 14000 anos atrás, nas cavernas de Volp, Ariège, França em que um homem entra na caverna com uma tocha e um dente de urso. Este Homem embarca numa jornada até às profundezas da caverna em busca de cumprir a sua “missão”. Ao chegar à câmara pretendida, este Homem crava o dente na parede. Continua a sua jornada atéchegar a outra câmara onde encontra uma série de imagens de animais e figuras parte humanas, parte animais pintadas nas paredes e tenta decifrar o que está à sua frente.
O segundo fragmento situa-se no século XVII, nas Cavernas de Niaux, Ariège, França. Ruben de La Vialle e alguns companheiros penetram na caverna até chegarem ao Salon Noir. Nesta câmara o grupo comemora a sua chegada e La Viallegrava na parede o seu nome e a data junto à arte parietal já existente.
O terceiro fragmento situa-se em 1994, na caverna de Chauvet, Ardèche, França. Jean-Marie Chauvet, Eliette Brunel Deschamps e Christian Hillarie pesquisam informação sobre a Arte do Paleolítico Superior e encontram um documento que revela uma gruta por explorar. O grupo parte em busca dessa caverna e na mesma encontram umvasto património de arte Paleolítica.
O primeiro capitulo relata o surgimento da arte no período do Paleolítico. O autor introduz este capitulo com uma série de perguntas retóricas acerca da pessoa que aparece no primeiro fragmento. As questões que ele coloca não são aleatórias: o autor expõe a ideia de que o ser humano vive uma dualidade entre Homem racional, capaz de produzir técnicas para omelhoramento da sua vida e, Homem irracional com crenças e seitas. Este primeiro Homem que nos aparece é capaz de fazer uma tocha através do seu conhecimento racional e coloca-se em perigo numa jornada por causa das suas crenças. Este tipo de atitude não ficou confinado apenas à Idade da Pedra: ainda hoje existe este tipo de mentalidade. Mais uma vez, o autor coloca-nos um desafio e elabora asseguintes questões: qual é a diferença entre o cérebro e a mente? Qual será a diferença entre inteligência e consciência? O que é que permite ao Homem criar e interpretar imagens? Estes são o tipo de questões que devemos fazer quando tentamos responder ás perguntas do primeiro fragmento de tempo.
No século XVII predominava no Ocidente a ideia de que o mundo teria sido criado há 4004 anos A.C., ouseja, no segundo fragmento quando Ruben de la Vialle encontra as figuras pintadas na parede e não se apercebe do que vê, pois a ideia de um Homem pré-histórico era inexistente na época.
Do segundo ao terceiro fragmento há uma mudança repentina no modo como as pessoas começam a olhar para a arte Paleolítica. Começam por ser descortinadas as origens da humanidade através de descobertas, tais como...
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