Midia

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A MÍDIA E O CONSUMISMO INFANTILNum passado não muito distante, as crianças se reuniam com a família ao redor dofogo, ouviam histórias e cantavam as canções tradicionais de seu grupo. Hoje, o fogo foisubstituído pela televisão, as histórias pelas novelas, filmes e seriados, e as cançõestradicionais, pelos
 jingles
dos comerciais (SWIMME, 1996).Enquanto os adultos mal prestamatenção nos comerciais, pois aproveitam osintervalos para conversar ou para executar uma tarefa rápida, as crianças tendem a prestar mais atenção neles que nos programas propriamente ditos (CAMPOS, 1985), uma vez quesão rápidos, dinâmicos e transmitem mensagens curtas e fortes, que permanecem namemória por muito tempo, anos até. Estudos mostram que antes mesmo de ingressar napré-escola, cada criança terá visto cerca de30.000 comerciais (SWIMME, 1996). Ou seja, aeducação para a cultura popular já está sedimentada nas crianças anos antes da educaçãoformal se iniciar.As crianças tornaram-se o alvo principal das empresas, e elas estão obcecadas como consumo. Crianças de dois anos de idade preocupam-se com a marca da roupa quevestem, e aos seis anos, já são consumidores tarimbados: roupas, calçados,brinquedos, jogos, livros, comida, bebida... A lista é interminável. E não é só feita de produtos infantis. Ascrianças consomem hoje uma gama de produtos e serviços que foram inicialmenteproduzidos para adultos. Segundo Perrotti, na ausência da influência de mediadorestradicionais como pais, avós e professores, quem define as escolhas das crianças ébasicamente o mercado (COSTA, 2002). E sabemos que o mercado nãotem como objetivoprincipal a educação dos consumidores para a crítica e a consciência.
 
O papel dos comerciais é, na verdade, tornar as pessoas infelizes com o que têm, eo maior problema em relação ao consumismo infantil é que as crianças se tornamconsumidores hedonistas, eternamente insatisfeitos, privados de sua inocência einconscientemente levados a se revoltar contra a família, ou qualqueroutra instituição quelhes impeça de atingir seus objetivos de consumo.É claro que os publicitários não podem ser considerados os vilões da história. Elessão profissionais que têm um trabalho a fazer, que é o de colocar o produto de seu clienteno mercado. Devemos ter bem claro, porém, que sua maior preocupação não é o bem-estar de nossas crianças. Essa preocupação deve ser da família e doseducadores. E aí está achave da questão: onde estavam a família e os educadores enquanto toda essa cultura seconstruiu? Estavam cuidando de suas próprias vidas, e deixando a educação das criançasao encargo um do outro, e, principalmente, da TV.É muito difícil admitir que vivemos em uma cultura em que os verdadeiros valoresespirituais foram substituídos pelo materialismo mais crasso. O ser humano existe hojeparatrabalhar, ganhar dinheiro e consumir. Assumir essa verdade, no entanto, é o primeiro passono sentido de se retomar o controle do que interiorizamos e deixamos que nossas criançasinteriorizem à frente da TV.Nosso papel como pais e educadores é auxiliar a criança a desembaçar as imagensapresentadas pela kindercultura, e ensiná-las a separar o essencial do supérfluo, oimportante do trivial, e ocerto do errado. E para isso, devemos estar conscientes de nossaprópria necessidade de re-educação para a mídia
 
O papel dos comerciais é, na verdade, tornar as pessoas infelizes com o que têm, eo maior problema em relação ao consumismo infantil é que as crianças se tornamconsumidores hedonistas, eternamente insatisfeitos, privados de sua inocência einconscientemente levados a se revoltarcontra a família, ou qualquer outra instituição quelhes impeça de atingir seus objetivos de consumo.É claro que os publicitários não podem ser considerados os vilões da história. Elessão profissionais que têm um trabalho a fazer, que é o de colocar o produto de seu clienteno mercado. Devemos ter bem claro, porém, que sua maior preocupação não é o bem-estar de nossas crianças. Essa preocupação...
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