Micro

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 Definição do objeto e escopo do estudo da Economia Industrial
Estudo dos condicionantes do crescimento das firmas e seus efeitos sobre a configuração e evolução das estruturas industriais Estudo dos fatores determinantes da formação das diferentes estruturas industriais e suas transformações ao longo do tempo Estudo das estratégias competitivas e como elas afetam o desempenho das firmas e aprópria estrutura da indústria Entender como as firmas tomam decisões num ambiente caracterizado por incerteza e informação imperfeita (limitada) Análise do papel da inovação/progresso técnico como fator-chave na explicação do desempenho das firmas e evolução/transformação das estruturas industriais

 Pressupostos básicos da Economia Industrial e da Microeconomia neoclássica: demarcando asdiferenças
Microeconomia Neoclássica Economia Industrial

Versão Pigoniana da teoria de Marshall * Paradigma do equilíbrio/estática * Racionalidade maximizadora/agentes maximizadores * Informação perfeita/ausência de incerteza * Concorrência definida em termos do mecanismo de preços/hipótese da “mão invisível” ou “mercados eficientes” * Adota o conceito de firma representativa/ modelo de equilíbrioparcial * Economia evolucionária/dinâmica * Racionalidade procedimental/ escolhas satisfacing * Informação imperfeita/incerteza “fraca” ou “forte” * Concorrência é definida como um processo e entendida como rivalidade entre capitais * Adota o pressuposto da diversidade/ inexistência de firma representativa/ custos representativos.... etc

 Das críticas à microeconomia neoclássica aodesenvolvimento do estudo da economia industrial: refazendo o percurso histórico
PONTO DE PARTIDA: A CRÍTICA DE SRAFFA À TEORIA MARSHALLIANA DA CONCORRÊNCIA  A crítica de Sraffa se concentrou em dois pontos: 1) A curva de demanda infinitamente elástica (horizontal) da firma em concorrência perfeita Sraffa argumenta que: - A firma possui uma curva de demanda descendente, de modo que maiores quantidades devenda somente podem ser conseguidas às custas de reduções de preço (ou maiores despesas com vendas), expressando a existência de preferências por parte dos consumidores. - Por outro lado, uma vez que se admita que a firma exerça algum poder de controle sobre o preço de venda do produto, não necessariamente uma queda da demanda implicará numa queda proporcional dos preços: os preços tendem a serrígidos para baixo, conforme demonstrado pela “curva de demanda quebrada”, de Paul Sweezy. A conclusão de Sraffa: As firmas influenciam o preço de venda dos seus produtos, e o fazem tomando em conta as preferências dos consumidores e, sobretudo, as condições de concorrência.

-

Expressando essa relação inversa entre quantidade vendida e preço, que se dá também ao nível da firma individual, a curvade demanda desta última será negativamente inclinada em relação ao preço.

2) A curva de custo médio em formato de U, expressando a hipótese de que em regra a firma estaria sujeita à lei dos rendimentos físicos marginais decrescentes, sendo este o principal obstáculo à expansão da produção. Sraffa argumenta que: - Marshall estendeu indevidamente a aplicação da lei dos rendimentos físicosmarginais decrescentes (que na elaboração de Ricardo seria aplicada à agricultura) para toda e qualquer produção, ao mesmo tempo em que, também indevidamente, desconsiderou a ênfase atribuída pela teoria de Smith à possibilidade de rendimentos crescentes na produção. A existência de economias de escala é uma evidência significativa no mundo da

produção: um grande número de firmas opera em condiçõesde custos médios decrescentes, na faixa relevante de produção, vale dizer, correspondente a um determinado grau planejado de utilização da máxima capacidade produtiva. A conclusão de Sraffa: O crescimento da firma tende a ser limitado pelas condições de mercado (fatores relacionados à demanda) e não apenas ou determinantemente pelas condições de produção (custos).

A

CRÍTICA DE

SRAFFA...
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