Meu xodó

Páginas: 23 (5666 palavras) Publicado: 21 de setembro de 2011
Trabalho da Diana

Estudamos Idade Média no 1º Bimestre do ano de 2005, em aula foram abordados alguns fatos interessantes como a medicina da Idade Média, com base nisto resolvi fazer uma pequena pesquisa sobre o assunto, e acabei achando este coisas muito interessantes.

Amputações sem anestesia, sangrias e estranhos remédios que misturavam fezes de pombo e saliva. Conheça a fantástica,assustadora e sobrenatural medicina da Idade Média.

O progresso científico é necessariamente um processo descontínuo, em que avanços se alternam com períodos de estagnação. Disso, a história da medicina é um exemplo. Durante muito tempo predominou, na Antiguidade, a visão mágico-religiosa, segundo a qual doença era resultado de castigo dos deuses, de maldições ou de feitiçaria. Assim, a epilepsiaera chamada "doença sagrada": seria a manifestação da posse do corpo por divindades. Mas então, na Grécia clássica, surgem Hipócrates e seus discípulos, sustentando que a enfermidade tinha causas puramente naturais, ligadas ao modo de vida, à alimentação, ao meio ambiente. Sagrada, a epilepsia? Claro que não. Doença, sim, mas doença como outra qualquer. Claro que era preciso ter coragem paradefender idéias assim, mas Hipócrates e a escola hipo-crática tinham prestígio. Suas concepções foram incorporadas pela Roma imperial e desenvolvidas por Cláudio Galeno, no século II, em uma gigantesca obra que sintetiza praticamente todo o conhecimento médico da época.
Minado pela corrupção e pela pobreza de grande parte de uma oprimida população, assediado pêlos povos bárbaros, o Império Romanoentrou em declínio. Nesse processo, aliás, as doenças desempenharam um papel significativo: malária, peste e varíola dizimavam populações e tropas. Contra essas doenças os médicos de então muito pouco podiam fazer.
A queda de Roma marca o começo da Idade Média. O cristianismo, perseguido no império, será agora a religião da maioria da população. Aos pobres, aos deserdados aos servos, aos aflitos aosdoentes, oferecia uma explicação para as pestilências e o conforto espiritualmente necessário em época de tanto sofrimento.
E o cristianismo tinha sua própria concepção sobre a doença. Esta é freqüentemente um resultado do pecado. Exemplo era a lepra, na qual estava implícita a maldição bíblica. Diz o Levítico, livro do Antigo Testamento: "Quem quer que tenha lepra será pronunciado impuro edeverá morar sozinho". Verificada a doença - e o diagnóstico, como se pode imaginar, era muito impreciso, incluindo certamente outras doenças da pele —, o leproso era considerado morto. Rezava-se a missa de corpo presente e ele era enviado a um leprosário, instituição que se multiplicou na Idade Média, ou tinha de vagar pelas estradas, usando roupas características e fazendo soar uma matraca paraadvertir a outros de sua contagiosa presença.
Já as epidemias eram consideradas um castigo divino para os pecados do mundo (outra idéia bíblica). Mas, sendo um castigo, a doença podia funcionar como penitência e absolvição; uma vida virtuosa levaria então à cura resultante da graça divina. Ou seja: a religião proporcionava um sentido para o sofrimento. Quando em 251 a peste assolou Cartago, sobocupação romana, no norte da África, o bispo Cipna-no consolou os cristãos: morrer significa ser libertado deste mundo. Poderia representar um castigo para os pagãos e os inimigos de Cristo, mas para os servos de Deus era uma feliz partida. Verdade, estavam morrendo tanto os justos como os pecadores, porém, dizia Cipriano, os primeiros eram chamados para o gozo, os segundos para a tortura eterna. Apestilência fazia assim uma conveniente triagem.
O poder divino da cura poderia ser delegado aos reis, por exemplo. Essa foi à origem de um procedimento conhecido como "toque real", usado no caso da escrófula, a tuberculose dos gânglios linfáticos. Essa doença, muito comum então, sobretudo em crianças, era transmitida pelo leite de vacas com mastite tuberculosa (hoje, graças à pasteurização do...
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