Meu ensino: lugar, origem e fim do meu ensino – jacques lacan

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  • Publicado : 9 de abril de 2013
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Resenha : Meu ensino: Lugar, origem e fim do meu ensino – Jacques Lacan

Lacan em seu texto “Lugar, origem e fim do meu ensino” inicia discorrendo acerca que esse título não assume um sentido de resumo do seu ensino e que não é sua ambição entregar este sob forma de comprimido, pois quando o autor está fora de cena, este é resumido em poucas linhas nos manuais.
Ele diz que no ínicio não é aorigem, é o lugar. Onde ele conseguiu chegar, que o permite ocupar a posição de ensinar, na medida em que há ensino. Somos empurrados pelo ato, e então ocupamos um lugar.
Quanto ao meu lugar, diz Lacan, é preciso relembrar certo momento de crise da psicanálise na França, em 1953. Quando se quis dar lugar a um dispositivo que deveria regular o status do psicanalista no futuro. O que eu disseali teve certo alcance.
Todos supoem, de certa forma, conhecer a psicanálise. “O inconsciente, ora, é o inconsciente”. Todos sabem que este inconsciente existe. Mas o que é o inconsciente? É um fato e um fato novo. Precisamos desenvolver alguma coisa que explique este fato de haver pensamentos inconscientes. Isto nao é claro nem evidente. O insconsciente, assim como outras coisas na psicanálise,acaba sendo admitido e embrulhado. E os únicos que crêem não saber o que é uma psicanálise são os psicanalistas. Os psicanalistas não dizem absolutamente que sabem, mas o deixam a entender.
Não é sempre querendo o bem das pessoas que somos bem sucedidos, na maior parte das vezes se dá o contrário. As pessoas deveriam saber disto. Entretanto, a fraqueza dos psicanalistas, quando em massa, é quererque saibam que eles estão ali pelo bem de todos. Como corpo representado, fazem questao de ficar do lado do bom, do que interessa. Para isso, precisam mostrar que o que dizem e fazem já foi descoberto em algum lugar, já foi dito e vemos por aí.
Certas palavras que empregamos convém ao mistério, mas fazem sentido. Por exemplo, “verdade”. O que é “a verdade”? “ Psicanálise” é uma dessas palavras.Inicialmente, todos percebemos que quer dizer algo singular, ainda mais porque a verdade nesse caso é articulada a um modo de representação que confere seu estilo à palavra psicanálise e torna seu emprego secundário. A verdade é como uma imagem mítica que a representa. Diz coisas, e coisas que normalmente nao esperamos. Quando falamos de psicanálise estamos falando sobre esta alguma coisa queimpõe o seu peso.
Depois do que é dito sobre a verdade ou do que acredita-se que ela diz desde o tempo em que fala , a psicanálise, naturalmente, nao escandaliza mais ninguém. Quando alguma coisa foi repetida grande número de vezes passa à consciência comum. Contudo, “o verdadeiro é sempre novo”. O que a verdade diz e o que discurso comum repete não tem o mesmo sentido.
Lacan faz umquestionamento: Será a psicanálise pura e simplesmente uma terapêutica, um medicamento, um pó de pirlimpimpim, tudo que cura? À primeira vista, por que não? Só que a psicanálise não é absolutamente isso. Apesar de tudo, se existem pessoas que se metem neste negócio infernal que consiste em visitar um sujeito três vezes por semana durante anos, é porque isso tem em si certo interesse.
A verdadepsicanalítica era que havia alguma coisa de muito importante na base, em tudo que se tramava efetivamente da interpretação da verdade, isto é, a vida sexual. A sexualidade é todo tipo de coisa, os diários, os vestuários, a forma como os meninos e meninas fazem isso, um belo dia, ao ar livre, no mercado. O fato de que a “vida sexual” faz com que haja evidentemente uma grande confusão quanto ao sujeito daverdade psicanalítica. Por isso, não se houve mais falar de sexualidade nos circuitos psicanalíticos. As revistas de psicanálise são as mais castas possíveis. Trata-se de coisas que vão longe no domínio da moral, como o instinto da vida. A sexualidade é justamente o terreno onde não se sabe sobre que pé dançar a propósito do que é verdadeiro.
O que está ao alcance do psicanalista é que a sexualidade...
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