Metalinguagem dom casmurro

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  • Publicado : 8 de abril de 2013
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“A obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus.” (p. 11)

“Algum tempo hesitei se deviaabrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte.” (p. 12)

“Se não conto os mimos, os beijos, asadmirações, as bênçãos, é porque, se os contasse, não acabaria mais o capítulo, e é preciso acabá-lo. (p. 29)

“este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção écastíssimo.” (p. 40)

“Teria de escrever um diário de viagem e não umas memórias, como estas são, nas quais só entra a substância da vida.” (p. 56)

“Vim... Mas não; não alonguemoseste capítulo. Às vezes, esqueço-me a escrever, e a pena vai comendo papel, com grave prejuízo meu, que sou autor. Capítulos compridos quadram melhor a leitores pesadões; enós não somos um público in-folio, mas in-12, pouco texto, larga margem, tipo elegante, corte dourado e vinhetas... Não, não alonguemos o capítulo.” (p. 57)

“Meu carocrítico,
Algumas páginas atrás, dizendo eu que tinha cinqüenta anos, acrescentei: “Já se vai sentindo que o meu estilo não é tão lesto como nos primeiros dias”. Talvez achesesta frase incompreensível, sabendo-se o meu atual estado; mas eu chamo a tua atenção para a sutileza daquele pensamento. O que eu quero dizer não é que esteja agora maisvelho do que quando comecei o livro. A morte não envelhece. Quero dizer, sim, que em cada fase da narração da minha vida experimento a sensação correspondente. Valha-me Deus! Épreciso explicar tudo.” (p. 189)
No Cap. II, 1º parágrafo, ele diz: "Agora que expliquei o título, passo a escrever o livro. Antes disso, porém, digamos os motivos
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