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Esta é a primeira parte do artigo de introdução ao protocolo BGP-4. Neste primeiro momento são abordados alguns conceitos básicos para o entendimento da atual arquitetura utilizada na Internet mundial e a participação do BGP-4. Para a devida compreensão do assunto abordado, é interessante que se esteja familiarizado com conceitos básicos de protocolos de roteamento. O artigo "Roteamento: O Que ÉImportante Saber", publicado no RNP News Generation, No.1, Vol.1 pode servir para tal.

Introdução
Este artigo procura apresentar uma introdução ao protocolo de roteamento Border Gateway Protocol Version 4, BGP-4, que podemos considerar, parafraseando o Dr. Douglas E. Comer, "a cola que mantém a Internet unida e permite a interconexão universal" atualmente. O BGP-4 possibilita o intercâmbio deinformações de roteamento entre os diversos sistemas autônomos, ou ASs (Autonomous Systems), que em conjunto, formam a Internet. Explicando de uma forma simplificada, ele permite que os dados trafeguem entre os ASs até chegar ao AS de destino, e dentro dele siga até o seu destino final (máquina). Uma vez que o BGP-4 também está presente (em uma versão chamada BGP-4+ [RFC 2283]) no backboneInternet do futuro, o6bone, conhecer seus mecanismos básicos é fundamental para qualquer um que esteja ou deseja estar envolvido na administração de um AS de qualquer porte ou que precisa saber mais sobre roteamento na Internet.
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Histórico
Há alguns anos, quando o principal backbone da Internet era a ARPANET, as instituições de pesquisa conectadas à rede precisavam gerenciar manualmente as tabelasde rotas para todos os possíveis destinos, ou seja, todas as outras redes conectadas (ver Figura 1). Com o crescimento da Internet, verificou-se que era impraticável manter todas as tabelas atualizadas dessa forma, e que mecanismos de atualização automática eram necessários. Os pesquisadores da Internet optaram, então, por usar uma arquitetura que consistia de um reduzido e centralizado grupo deroteadores (core routers) que tinham, em suas tabelas, as rotas para todos os possíveis destinos da Internet; e um outro grupo maior de roteadores que possuíam em suas tabelas apenas informações (rotas) parciais, e não para toda a Internet. Os core routers eram administrados pelo INOC (Internet Network Operations Center), e o grupo maior de roteadores externos ficou conhecido pelo termo "noncorerouters" (roteadores fora do núcleo), que conectavam as redes locais das instituições de pesquisa ao backbone da ARPANET.

Figura 1: Backbone da ARPANET Foi desenvolvido, então, o protocolo GGP (Gateway-To-Gateway Protocol), que foi usado nos core routers para atualização automática das tabelas de rotas entre eles. O GGP era um protocolo baseado no algoritmo de vetor de distância(Vector-Distance, também conhecido como BellmanFord). Essa arquitetura tem, tecnicamente, graves pontos fracos principalmente com relação a sua capacidade de expansão, e a Internet acabou crescendo muito, indo além de um único backbone gerenciado de forma centralizada. Verificou-se, portanto, não ser possível expandir esse backbone arbitrariamente, por haver diversas limitações técnicas. Como o backbone de cadasite pode ter uma estrutura complexa, o esquema de core routers não iria conseguir suportar conectar todas as redes diretamente. Era necessário um novo esquema que permitisse aos noncore routers passar informações aos core routers sobre as redes que estavam "atrás" de si, além de oferecer autonomia de gerenciamento aossites. Até o momento, estava sendo usado o conceito de interconexão que levava emconta apenas a arquitetura do roteamento em uma internet e não contemplava as questões administrativas envolvidas. Os projetistas notaram que as interconexões de um backbone com arquitetura complexa não devem ser encaradas como várias redes independentes conectadas a uma internet, mas como uma organização que controla várias redes e que garante que as informações sobre as rotas internas são...
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