Mestrado

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RESENHA

ABREU, Maurício. Sobre a memória das cidades. In: Revista Território, ano 111, n. 4, jan./jun. 1998, p. 5 – 26.
Deivid Francisco da Silva


O autor Maurício de Almeida Abreu foi professor titular do programa de graduação e pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, fezmestrado e doutorado na Universidade de Ohio (EUA), faleceu em 09 de junho de 2011, no Rio de Janeiro. Dentre seus trabalhos, seu último e maior, “Geografia histórica do Rio de Janeiro – séculos XVI e XVII”, onde recebeu o prémio Milton Santos em 2011 concedido pela ANPUR (Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Planejamento urbano e regional).
Em seu texto “Sobre a memória dascidades” o autor de início revela que depois de um longo período na história do Brasil, onde o novo era extremamente valorizado, um novo discurso está invadindo o pensamento urbano e a restauração, preservação ou revalorização dos vestígios do passado começam a ganhar peso. Esta observação é importante e significativa, pois revela uma mudança no pensamento comum que por muitas vezes fica imperceptívelao morador destas localidades, principalmente centros urbanos.
Sendo mais popular e menos erudito que o autor, valho-me de uma frase até comum, mas que pode resumir bem o assunto tratado: “Só damos valor ao que perdemos”, e o sentido de valor que podemos tratar aqui é bem mais amplo do que uma simples consideração ou importância pessoal, todavia vale lembrar que o valor atinge aspectosculturais, sociais e econômicos.
O autor segue e direciona seu texto subdividindo-o em três eixos: um de natureza mais geral, outro que busca a conceituação e por fim a discussão do papel da geografia neste cenário. No primeiro eixo temos a valorização atual do passado, citando o francês Jacques Le Goff, um especialista em idade média que ressaltou o período do iluminismo, período que se constata umagrande imobilidade humana, uma hegemonia da igreja entre outros aspectos. Os novos pensadores acreditavam em um futuro brilhante para a humanidade que para eles passaria a conduzir seu próprio caminho. Le Goff segue alertando que este futuro maravilhoso nunca veio e que mesmo renegando o passado, este homem moderno é o produto daquele pensamento iluminista se tornando, apesar de inegáveisprogressos, um ser que se auto destrói, ou seja, acaba destruindo o meio ambiente, falha na construção da nova sociedade e faz do futuro um lugar incerto e temeroso.
Na visão do também francês Bernard Lepeti, os momentos de transição são momentos de perda da concordância dos tempos. Concordo que vivemos um momento de transição, mas na maioria das vezes não sabemos onde esta explosão de novas tecnologias,que são quase que imediatamente superadas por novíssimas técnicas, irão nos levar. Fica em aberto se esta tendência a valorização da memória do passado perdurará por muito tempo ou logo será relegada, devido ao turbilhão de novidades que assola o homem moderno a cada segundo; Mas seguimos analisando a obra de Maurício de Almeida Abreu.
A busca da “Memória Urbana” no Brasil. A fundação dasgrandes cidades brasileiras como Rio de Janeiro (1565), São Paulo (1554), Olinda (1537), Salvador (1549) e Ouro Preto (1711) apesar de serem cidades com mais de quatrocentos anos, nada ou muito pouco guardam de seus respectivos passados históricos, encontramos nestas cidades prédios e obras públicas com cerca de cem ou cento e cinquenta anos, mas do passado com cerca de quatro séculos nada restou. Asduas últimas cidades citadas Salvador e Ouro Preto são as que ainda preservam um pouco mais deste passado distante, mas não por cultura do povo que as habita, e sim por uma decadência financeira que atingiu estas cidades e viu no turismo uma forma de valorização deste passado e levantamento econômico da região.
Estes fatos são bastante compreendidos, pois as modernizações em conjunto com a...
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