Mercadoria

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FICHAMENTO DOS CAPÍTULOS II E III

O capitulo II, O Processo de Troca, se refere inicialmente aos guardiões das mercadorias, que são os possuidores de mercadorias. Logo adiante, Marx afirma que para que as coisas se refiram umas às outras como mercadorias é necessário que os seus guardiões se relacionem entre si como pessoas, cuja vontade reside nessas coisas, de modo que um de acordo com avontade do outro se aproprie da mercadoria alheia enquanto aliena a própria. Eles se reconhecem como proprietários privados. Essa relação jurídica, cuja forma é o contrato, é uma relação de vontade em que se reflete a relação econômica.
Igualitária e cínica, a mercadoria está sempre disposta a trocar não só a alma, como também o corpo, com qualquer outra mercadoria. Para o dono da mercadoria, amesma não tem para ele nenhum valor de uso direto, pois se tivesse não levaria ao mercado. Ela tem valor de uso para outros. Para ele, ela tem apenas valor de uso de ser portadora do valor de troca e, portanto, meio de troca. Todas as mercadorias são não-valores de uso para seus possuidores e valores de uso para seus não-possuidores. Precisam, portanto, mudar de mãos.
As mercadorias têm decomprovar-se como valores de uso, antes de poderem realizar-se como valores. Pois o trabalho humano despendido em sua produção conta somente se for despendido de forma útil para outros. Se o trabalho é útil para outros, ou seja, se seu produto satisfaz as necessidades alheias, somente sua troca poderá demonstrar.
A troca, para o possuidor de mercadorias, é apenas um processo individual. Por outro lado,ele quer realizar sua mercadoria enquanto valor, em qualquer outra mercadoria que o agrade do mesmo valor. A troca é para ele um processo genericamente social. Mas o mesmo processo não pode ser simultaneamente para todos os possuidores de mercadorias apenas individual e, ao mesmo tempo, apenas genericamente social.
Para todo possuidor de mercadoria toda mercadoria alheia funciona comoequivalente particular de sua mercadoria, enquanto que sua mercadoria funciona como equivalente geral de todas as outras mercadorias.
As leis da natureza das mercadorias atuam através do instinto natural dos seus possuidores. Eles somente podem referir suas mercadorias, umas às outras, como valores e a outra mercadoria como equivalente geral. Apenas a ação social pode fazer de uma mercadoria equivalentegeral. A ação de todas as outras mercadorias exclui determinada mercadoria para nela representar universalmente seus valores. Assim, a forma natural dessa mercadoria vem a ser equivalente socialmente válida. Ser equivalente geral passa, por meio do processo social, a ser a função especificamente social da mercadoria excluída, tornando-se dinheiro.
A forma de troca direta de produtos é x objeto deuso A = y objeto de uso B. As coias A e B não são mercadorias antes da troca, mas tornam-se tais por meio dela. As coias são, em si e para si, externas ao homem e,, portanto, alienáveis. Para que a alienação seja recíproca, basta que os homens se defrontem como proprietários privados daquelas coisas alienáveis e, portanto, por intermédio disso, como pessoas independentes entre si. A troca demercadorias começa onde as comunidades terminam, em seus pontos de contato com outras comunidades ou com membros de outras comunidades. Pouco a pouco a necessidade por objetos de uso estrangeiros vai se consolidando. A constante repetição da troca transforma-a em processo social regular. Com o correr do tempo, torna-se necessário que parte do produto do trabalho seja feita intencionalmente para atroca. A partir desse momento, consolida-se a separação entre a utilidade das coisas para as necessidades imediatas de troca. A relação quantitativa, em que se trocam, torna-se dependente de sua própria produção.
O artigo de troca ainda não adquire nenhuma forma valor independente de seu próprio valor de uso ou da necessidade individual dos permutantes. A necessidade dessa forma desenvolve-se com...
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