Menises e machado de assis

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  • Publicado : 11 de outubro de 2011
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Avaliação 01

Proposta 1:

Todo meio de arte é um modo de representação do desejo humano, somos capazes de ver além do que desejamos e vemos. Não é a mente que engana o homem e sim ele mesmo com suas criações de verdade ou mentira.
Quem não quer saber como é o outro lado de um espelho, com uma simples escada e criatividade humana você pode pensar, ou se enganar, que é capaz de atingir ooutro lado entra em uma realidade diferente da nossa, fugir da realidade e tentar atingir o alem. Usando um dos fundamentos da mimese podemos ver um simples ovo, mas um artista ver um belo pássaro e a si o desenhando é um simples jogo de realidade com ficção, com o que vemos e imaginamos e o agora e talvez o futuro. Todos que desenham, lêem ou criam algo só pensam em fugir do padrão de vida humana.Como disse dom Quixote “Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonham juntos é o começo da realidade”. A criatividade do ser humano ou seu desejo de ser enganado e enganar trás inspirações, como no quadro do René Magritte “ceci n'est pas une pipe” onde você vê um cachimbo mas o artista diz que não é, nos enganou tão bem que até hoje vimos um cachimbo, mas falamos que não. Chema Madoznos mostra uma colher algo que todos conhecem, mas com uma sombra de garfo quem diz que o não vemos é um garfo em forma de colher. Nossa noção de razão ou de realidade nos diz que vemos um cachimbo ou uma colher, mas é arte, uma idéia de “como se” tudo é uma realidade, mas sem uma ficção não da para viver.
Mais pura realidade da humanidade a frase “O mundo quer ser enganado, portanto que o seja”temos inúmeros exemplos da criação de mentiras, teorias, teses, trabalhos, entre outras coisas que criamos e podemos manipular para tentar atingir algo quase impossível a verdade.
A realidade e a ficção devem andar juntas pois uma complementa a outra, sem o prazer da busca pela realidade não teríamos nenhum meio artístico assim a ficção vive "Para tornar a realidade suportável, todos temos decultivar em nós certas pequenas loucuras." (Marcel Proust). Nascemos, vivemos e morremos em uma realidade que queremos mudar por isso com a criação da ficção a realidade vive cada dia e cada dia para nos mostrar que estamos vivos e não sonhando sempre.

Proposta 2.

O ceticismo de Brás Cubas se apresenta em um ceticismo mais melancólico e triste. Trás a verdadeira relação humana, mas que preferiudemonstrar pós-morte, pois ele mesmo diz com ironia que a morte é chata e como não tinha nada para fazer contou uma historia com inicio em sua morte.
Brás Cubas realça “que a franqueza é a primeira virtude de um defunto” e que, por esse motivo, revela ao leitor toda a verdade dos fatos acontecidos, inclusive a ingenuidade com que se colocava em algumas situações. Exemplo disso foi seu caso comMarcela, que lhe amou durante “quinze meses e onze contos de réis”. Desiludido, o defunto autor nos revela a verdade de seu capricho juvenil. Após a frustração de ter sido abandonado por Marcela, o jovem Brás Cubas viaja para Europa e lá se dedica aos estudos. Mais tarde, após bacharelar-se e retornar à sua terra natal, assistimos ao reencontro desses dois, numa loja na Rua do Ourives.
“Ao fundo,por trás do balcão, estava sentada uma mulher, cujo rosto amarelo e bexiguento não se destacava logo, à primeira vista (...) Não podia ter sido feia; ao contrário, via-se que fora bonita, e não pouco bonita; mas a doença e uma velhice precoce destruíam-lhe a flor das graças.”
Esse fragmento evidencia como a constatação da precariedade das coisas está presente em suas memórias. O que assistimos emMemórias Póstumas é uma sucessão de fracassos que explicitam a miserabilidade da vida, ou seja, que a felicidade é uma utopia. Em contrapartida, o defunto autor elogia a memória e constata, assim, o engano em se confiar na felicidade do tempo presente.
Machado de Assis utiliza-se da ironia como um recurso para fazer o leitor desconfiar das declarações, pensamentos e conclusões do narrador Brás...
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