Memorias postumas de bras cubas

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  • Publicado : 7 de novembro de 2012
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Brás já estava com cinqüenta anos quando se torna Deputado, medíocre, usando a tribuna para defender numa discussão do orçamento da justiça, a diminuição da barretina da guarda nacional.Fracassa na tentativa de virar Ministro de Estado, funda um jornal oposicionista, o qual morre seis meses depois.

Começa então para ele um período de perdas e decepções, quando morre D.Plácida, também Lobo Neves com “o pé na escada Ministerial”; vê morrer a linda Marcela, desfigurada pela varíola, (…) “feia, magra decrépita…”; encontra em um cortiço, no qual fora distribuiresmolas, Eugênia; como ele mesmo diz (…) “Tão coxa como a deixara, e ainda mais triste”.

Aos 64 anos, ao tentar inventar um remédio sublime para a hipocondria morre Brás Cubas. E com ele osegredo do seu invento; como ele mesmo lamenta: (…) “e aí vos ficais eternamente hipocondríacos”.

Comentar uma obra como esta é arriscar-se cair em lugar comum, pelo muito que a mesma já foirepassada pelas mais diferentes correntes do pensamento literário, entretanto há que ressaltar as inovações que Machado fez nesse texto; inova principalmente na sua temática quando retrata osindivíduos, os quais não possuem nenhuma idealização romântica, a vida de Brás Cubas e dos demais personagens nada tem de interessante, nem mesmo Brás que pressentindo o final de sua vida,sente que precisa de alguma realização pessoal e idealiza um emplastro que tornaria o seu nome famoso. Mas não dá certo, ele adoece e morre!

Após ler este livro, vejo a ironia do destino,imortalizando o nome de Brás Cubas através da obra de Machado de Assis e, que fica famoso, justamente por não ter conseguido fazer nada na vida; penso mais uma vez em meu parente, que sequer,chegando ao termino dos seus dias, imagina algo interessante que o possa relembrar para a posteridade, além do seu nome, toscamente gravado na fria lápide de um tumulo quando morrer!…
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