Memorias de um sargento de milicias

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Memórias de um sargento de milícia
Manuel Antônio de Almeida





SÃO PAULO
2012
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Memórias de um sargento de milícia
Manuel Antônio de Almeida




Trabalho de Língua portuguesa realizado para o 3º bim. De 2013 da escola.
Profª


São Paulo
2012
Resumo

"Memórias de um Sargento de Milícias",de Manuel Antônio de Almeida, foi lançado originalmente sob a forma de folhetim, em "A Pacotilha" - o suplemento literário do jornal "Correio Mercantil", do Rio de Janeiro, entre 27 de junho de 1852 e 31 de julho de 1853. Só nos dois anos seguintes se transformaria num livro, publicado em dois volumes. Divertido, o romance mostra a vida da "baixa sociedade" no Rio antigo.

Esse romance merecedestaque e ocupa um lugar ímpar na história da literatura brasileira, na medida em que se distancia muito dos modelos românticos que prevaleciam na época de sua publicação: a visão de mundo que ele expressa não é marcada por traços idealizados e sentimentalistas. Ao contrário, o autor se vale de um estilo objetivo e realista, semelhante ao das crônicas históricas e de costumes.Introdução

O único romance de Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um Sargento de Milícias, publicado em 1852-53 sob a forma de folhetins, difere em muitos aspectos dos romances comumente publicados em folhetins do século XIX, o que explica sua fraca popularidade na época, e sua melhor aceitação na posteridade. O romance tem esse título por narrar a históriade Leonardo Pataca, um vadio que acaba se transformando num sargento de milícias no tempo de D. João VI. Memórias de Um Sargento de Milícias é uma obra que contrasta com os romances românticos de sua época e possui traços que anunciam a literatura modernista do século XX, por várias razões. Primeiro, por ter como protagonista um herói malandro (Leonardo é o primeiro malandro da literaturabrasileira), ou um “anti-herói”, na opinião de alguns críticos. Segundo, pelo tipo especial de nacionalismo que a caracteriza ao documentar traços específicos da sociedade brasileira do tempo do rei D. João VI, com seus costumes, os comportamentos e os tipos sociais de um estrato médio da sociedade, até então ignorado pela literatura. Terceiro, pelo tom de crônica que dá leveza e aproxima da fala sualinguagem direta, coloquial, irônica e próxima do estilo jornalístico.
















O autor

Manuel Antônio de Almeida, jornalista, cronista, romancista, crítico literário, graduado em Medicina , nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 17 de novembro de 1830, e faleceu em Macaé, aos 31 anos, em 28 de novembro de 1861 no RJ, vítima do naufrágio do vapor "Hermes".
Perdeu-se nesse moçoum escritor que se acomodaria entre os primeiros de sua época, a avaliar pelo seu único romance, produzido antes dos vinte e cinco anos.
Observador meticuloso, deixou páginas que pintam com justeza e em boa linguagem os costumes da classe média do Rio de Janeiro na metado do século passado.
Após Macedo e Alencar, é a M. A. de Almeida que se devem, no período incial do nosso romance, osmelhores trechos descritivos.
Filho do tenente Antônio de Almeida e de Josefina Maria de Almeida. Seu pai morreu quando Manuel Antônio tinha dez anos de idade.
Pouco se sabe dos seus estudos elementares e preparatórios; aprovado em 1848 nas matérias necessárias ao ingresso na Faculdade de Medicina, cursou o 1º ano em 1849 e só concluiu o curso em 1855 mas nunca exerceu a profissão. As dificuldadesfinanceiras o levaram ao jornalismo e às letras.
Foi redator do jornal Correio Mercantil, para o qual escrevia um suplemento, A Pacotilha. De junho de 1852 a julho de 1853, publicou neste suplemento, anonimamente e aos poucos nas paginas dos folhetins sua única obra em prosa de fôlego, a novela Memórias de um Sargento de Milícias, em capítulos.
Pertenceu à primeira sociedade carnavalesca...
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