Memorial do processo de institucionalizacao do servico social

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serviço social

graciete cecilia de souza

memorial do processo de institucionalizacao do servico social

Paulo Afonso-BA
2012

graciete cecilia desouza

memorial do processo de institucionalizacao do servico social


Trabalho Interdisciplinar Individual da Universidade Norte do Paraná - UNOPAR

Profª. Selma Frossard.
Profª: RosaneMalvenzzi
Prof. Rodrigo Eduardo Zambon
Profª. Maria Angela Santini.

Paulo Afonso-BA
2011

SUMÁRIO
1.INTRODUÇÃO 3
2.DESENVOLVIMENTO 4
3. CONCLUSAO...........................................................................................................8
4.REFERENCIAS.........................................................................................................9

.INTRODUÇÃODesde 1930, quando foi regulamentada como profissão, serviço social no Brasil teve várias fases. É a partir da década de 40 quando começam as inquietações dentro da profissão, que começaram a ocorrer mudanças substanciais que a levou para um lado mais abrangente, com mais autonomia dentro do que se propõe como profissão que trata diretamente com o ser humano. Sendo assim então se tornouindispensável, pois não de trata apenas de ajudar operários a aceitar sua condição de gerador de capital, e sim de atuar como total conhecedor das necessidades humanas, ajudando também a enxergar novos horizontes, novas perspectivas, outros conhecimentos e outras possibilidades que aquelas a que tem naquele momento como único meio de seguir em frente, na luta pela sobrevivência.

DESENVOLVIMENTO 
No Brasil, segundo Iamamoto, o Serviço Social surge no início da década de1930 através do movimento de “reação católica”, e “é respaldado em uma vasta rede de organizações difusoras de um projeto de recristalização da ordem burguesa, sob o imperativo ético do comunitarismo cristão, exorcizando essa ordem de seu conteúdo liberal”.(IAMAMOTO, 2004, p. 18). Observa-se que o ServiçoSocial surge como uma tentativa de recuperar áreas de influências e privilégios que a Igreja havia perdido, em face à crescente secularização da sociedade e das tensões presentes em suas relações com o Estado e também pela sua legitimação jurídica dentro do aparato estatal.
Com as mobilizações e reivindicações da classe trabalhadora nas primeiras duas décadas do século passado, abre-seo debate sobre a “questão social” em toda sociedade, o que obriga o Estado, a Igreja e a burguesia a se posicionarem diante dela. Conforme Martinelli (2001, p. 122)

A luta pela vida, pela sobrevivência, pelo trabalho, pela liberdade, levava o proletariado a avançar em seu processo organizativo, o que era visto com muita apreensão pela burguesia. Unindo-se ao estado e a Igreja,como poderes organizados, a classe dominante procurava conceber estratégias, como força disciplinadora e desmobilizadora do movimento proletário.

Neste contexto,a Igreja através de suas ações em obras assistenciais, implementadas, com o objetivo de solidificar sua penetração entre os setores operários, influina fundação das primeiras escolas de Serviço Social no país, tendoinicialmente a influenciado Serviço Social europeu e mais tarde do Serviço Social norte-americano com uma base ética filosófica neotomista e princípios oriundos de uma moral religiosa, particularmente da Ação Católica. Baseados nestes princípios o Serviço Social surge ““da iniciativa de grupos e frações de classe dominante, que se expressavam através da Igreja, como um dos desdobramentos do movimentodo apostolado leigo” (IAMAMOTO, 2004, p. 19) 
Segundo Iamamoto a Igreja em sua preocupação com a “questão social” se prontifica em compartilhar da ação do Estado no que concerne às famílias através de sua ação doutrinaria e organizadora, com o objetivo de “livrar o operariado das influências da vanguarda socialista do movimento operário e harmonizar as classes em conflitos...
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