Memorial descritivo

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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
CURSO DE GRADUAÇÃO – LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
EAD – ESTÁCIO CAMPUS VIRTUAL







LUCY OLIVEIRA SILVA
201001005694 – 9117









PI DE PEDAGOGIA


MEMORIAL





















RIO DE JANEIRO
15 DE JUNHO DE 2010

MEMORIAL DE FORMAÇÃO

Meu nome é Lucy Oliveira Silva, nasci em 02/04/67 em Belo Horizonte, filha deWagner Ferreira de Oliveira e Zilda Ferreira de Oliveira; que me fizeram descobrir o gosto pelas letras e pelos livros, além da informação bem administrada.
Papai, funcionário público transferido para Brasília, ainda em 1967. Mamãe, dona de casa, que apesar de mineira não sabia fazer pão-de-queijo e até hoje não gosta de cozinhar. A receita de que mamãe gostava era a que misturava letra, livro,escola e saber. Papai, criativo, inventivo, argumentativo e divertido. Íamos às bibliotecas e livrarias com a mesma animação de quem vai ao parque de diversões.
Mas 1967 foi um ano em que o governo militar impôs uma nova Constituição e o General Arthur Costa e Silva assumiu a presidência de um Brasil de guerrilha urbana, de AI-5.
Cursei todo o 1º Grau em escolas públicas de 1974 a 1981,quando a educação era vista como a “Salvadora da Pátria”. E enquanto eu corria no pátio da escola, o General Ernesto Geisel começava um lento processo de transição rumo à democracia, em um Brasil de povo insatisfeito, onde o milagre econômico havia chegado ao fim. Entretanto, a desvinculação de verbas para a educação por parte da União e dos Estados foi um fato por todo este período.
Da 1ª à 3ªséries do 1º Grau, além de estudar as disciplinas básicas na Escola Classe 108 Sul, freqüentava na parte da tarde a Escola Parque da 308 Sul, conduzida pela concepção do educador Anísio Teixeira, que oferecia natação, futebol, vôlei, basquete, peças teatrais em auditório próprio, musicais, filmes, feira de ciências, exposições, artes, música, canto, enfim, uma prática educacional que me levava alémdo mero aprendizado.
O próprio ato de aprender, dizia Anísio, durante muito tempo significou simples memorização; depois seu sentido passou a incluir a compreensão e expressão do que fora ensinado; por último, envolveu algo mais: ganhar um modo de agir. Só aprendemos quando assimilamos uma coisa de tal jeito que, chegado o momento oportuno, sabemos agir de acordo com oaprendizado. Para o pensador, não se aprendem apenas idéias ou fatos, mas também atitudes, ideais e senso crítico – desde que a escola disponha de condições para exercitá-los. (PENSADORES, Grandes. Vol.II Nova Escola. São Paulo: Abril Cultural, 2006, p.49/50)


De toda minha vida discente nada superou o período das séries iniciais. Até pouco tempo podia “sentir” o cheiro da tinta guache da EscolaParque. Havia uma atmosfera de acolhimento, comprometimento entre o corpo docente e o discente, que com certeza me influenciou na escolha de minha profissão. Eu procuro proporcionar aos meus alunos, ainda que, como explicadora tenha certas limitações; condições que os estimulem a ir além: usando como suporte Oficinas de Leitura e Expressão Oral.
O 2º Grau deu-se de 1982 a 1984 no CEUB – Centro deEnsino Unificado de Brasília, que oferecia do 1º Grau à Faculdade, era particular.
Os professores detinham sólida formação teórica e a cultura expressa por cada um era motivo de respeito e reconhecimento e de forma personalizada eram politizados, conversavam com a turma, expressavam suas idéias, eram queridos e eu percebia que gostavam do que faziam. A Filosofia fazia parte do currículo, massem muita profundidade, é como se ela “girasse em torno da própria órbita”. As aulas de Literatura, entretanto eram acaloradas, pois a professora era do Partido dos Trabalhadores e acabava dando uma excelente aula de História. Os professores demonstravam que o conhecimento escolar não era mera reprodução dos conhecimentos científicos, mas havia aplicabilidade real.
Apesar da Lei 7044/82 que...
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