Memoriais

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ

CURSO DE LETRAS VERNÁCULAS











ANDRÉIA CARVALHO REIS









MEMORIAL DA DISCIPLINA AVALIAÇÃO E APRENDIZAGEM

























ALAGOINHAS

2011

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ

CURSO DE LETRAS VERNÁCULAS











ANDRÉIA CARVALHO REISMemorial apresentado à disciplina Avaliação da Aprendizagem, solicitado pela professora Rita de Cássia Cunha como atividade avaliativa e orientado pelas tutoras: presencial, Ivana Carla Oliveira e à distância, Miriam Silva



















Alagoinhas

2012




MEMORIALAvaliar de acordo ao dicionário Aurélio da Língua Portuguesa é “determinar a valia ou o valor de”. Assim, podemos dizer que somos avaliados em todos os campos da nossa existência. Uma criança ao nascer já incorpora à sua vida o sentido de ser avaliado. Os adultos à sua volta tendem a receber o infante com comparações do tipo: “parece com o pai”, “tem o nariz da avó”. E assim, nossa sociedade ingressanossas crianças no ato talvez mais comum, avaliar.

Os padrões mais arcaicos de avaliação se perpetuam em nossas vidas e o que parece todos e tudo perpassa pelo crivo determinante da valia.

Quando estudante da segunda série do Ensino Fundamental, experimentei o amargo sabor da derrota ao ser surpreendida, segundo a professora, tentando “pescar” em uma prova. Segundo LUCKESI “osexames são pontuais, o que significa que não interessa o que estava acontecendo com o educando antes da prova, nem interessa o que poderá acontecer depois”. Vergonha é algo que não senti, pois só experimentei esse sentimento bem mais tarde, mas indignação e magoa certamente guardo até hoje, pois se não fosse assim esse momento não estaria em minha memória.
Anos mais tarde, experimentei odoce sabor da vitória ao ser desafiada por dois anos consecutivos a provar meu valor em recuperações de Matemática. Confesso que de tanto ter estudado para essas avaliações e ter passado com êxito, poderia ter feito faculdade para algum curso da área de exatas, mas ao contrário me mantive bem distante. Distante ao ponto de em uma série subseqüente ter sido pega com a boca na botija quando pescava naprova de Matemática. O sentimento que ainda permanece é de vergonha. A atitude do professor foi de hombridade: chamou-me e conversamos sobre o fato. Chorei e voltei à sala de aula com uma nova oportunidade de realizar a avaliação.

No ensino superior, no curso de Pedagogia as atividades avaliativas, já com uma abordagem progressiva, lançavam mão de instrumentos que exigiam do graduando umdesempenho mais complexo e ativo. Seminários, teatros, memoriais, portfólios, visitas, aulas-passeio e também avaliações tidas como tradicionais, porém com um certo caráter reflexivo compuseram o curso de Pedagogia que, de modo inovador subsidiou o meu olhar para a avaliação como meio de aprendizagem e não de uma sondagem, verificação e apreensão do conteúdo. Pude experimentar a auto-avaliação, oprofessor formador, após o termino do nosso estágio de regência nos oportunizou uma auto- avaliação que foi realizada oralmente e na presença de todos os alunos da turma. A partir de critérios pré-estabelecidos os alunos relatavam seus feitos e apresentavam a sua nota. Porém em todo o curso de Pedagogia fomos de certa maneira mensurados a cada semestre e disciplina.

Ao ingressar nessecurso de Letras, através de um instrumento avaliativo que é o vestibular e, diga-se de passagem, foi mais difícil que o vestibular da Faculdade Santíssimo Sacramento. A princípio percebi o quanto era difícil trabalhar com o ambiente virtual e que a motivação para o curso a distancia deveria ser maior porque os momentos de produção individual são também maiores. A pesquisa, a produção é com certeza...
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