Meditações Cartesianas

454 palavras 2 páginas
Na Primeira Meditação, O caminho para o ego transcendental, do livro Meditações Cartesianas, a partir de Descartes, com seu método de redução a uma subjectividade única da realidade, Husserl mostra-nos uma ideia epistémica diferente, a de uma “filosofia radical”. No método, de Descartes, de reformulação epistemológica de fundamentar a ciência de forma radical, Husserl pressupõe que se deve, ainda assim, analisar a primeira experiência que tivemos do mundo já tida como necessária e incondicional, isto é apodíctica (convincente). Para Husserl a existência do mundo é natural como todas as ciências que têm o mundo como objecto.
Como efeito do método cartesiano da dúvida, de volta a nós próprios fundamentando a subjectividade transcendental é, assim, impossível aceitar a ideia empírica e objectiva do mundo enquanto fora de nós. Sendo assim a existência do mundo baseada na experiência natural sendo para nós uma afirmação e não uma evidência. Formando-se assim uma atitude fenomenológica, de um mundo não natural mas na consciência de alguém.
Husserl seguindo Descartes, diz-nos ainda que o regresso a nós próprios conduz-nos a uma subjectividade transcendental, sendo assim o “ego cogito”, o domínio último e apodicamente certo, de onde surge uma filosofia radical. Pois não temos uma ciência certa nem um mundo existente.
Porém, Husserl apesar de seguir o método cartesiano de regresso ao “eu transcendental”, que proporciona um novo fundamento epistémico das coisas e da experiência para com elas, o filósofo não concorda totalmente com Descartes, pois este determina um “eu” para depois o interligar com a realidade extensa, sendo assim uma espécie de mediação, sendo uma mediação fundamentada nesse “eu”. Já em Husserl não existiria o método de mediação seria sim, apenas mediante uma relação, pois não existiria um método de criar a realidade, como em Descartes, um “eu” isolado, um sujeito e um objecto, tudo se gera a partir de uma ordem transcendental, de onde se dá a

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