Medicina legal

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MEDICINA LEGAL

Gerson Odilon Pereira

MEDICINA LEGAL

Maceió-AL

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P EREIRA, Gerson Odilon.

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Autores:
- Profº. Gerson Odilon Pereira
Médico Legista, Membro Conselheiro do Conselho Regional de Medicina de Alagoas – CREMAL e Professor de Medicina Legal da Universidade Federal de Alagoas.

e-mail: gop@fapeal.br

- Profº. Doutor Luís Carlos Buarque Gusmão
MédicoLegista, Médico Cirurgião Geral da Unidade de Emergência Dr. Amando Lages, Doutor Professor de Anatomia Humana da Universidade Federal de Alagoas.

e-mail: jsbl@fapeal.br

Diagramação:
Irapuan Medeiros Barros Júnior
Médico generalista.

e-mail: irapuan@maceio.al.gov.br

Revisão Final:
- Alexandre Silva Cardoso
Médico Residente em Ginecologia Obstetrícia – IMIP

e-mail:drasc@bol.com.br - Irapuan Medeiros Barros Júnior
Médico generalista.

e-mail: irapuan@maceio.al.gov.br

Documento acessível na Página de Internet de Medicina da Universidade Federal de Alagoas, no endereço: http://www.geocities.com/irapa3/turma.html ou http://www.ufalmedicina.cjb.net ou http://www.lava.med.br
Documento acessível na página de internet de Medicina - UFAL:

www.ufalmedicina.cjb.net MEDICINA LEGAL

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“As perfeições de Deus são tão grandes e tão admiráveis que, se o mundo estivesse cheio de livros, se todas as criaturas fossem outros tantosescritores e se toda a água dos mares se convertesse em tinta, primeiro se encheriam todos os livros, se cansariam todos os escritores e se esgotariam os mares, e ainda se não teria explicado uma só de suas perfeições”.

(Santo Agostinho, FilósofoTeólogo e Doutor da Igreja, 354-430 d.C.).

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No século XII, em 1160, num concurso aberto na Escola de Medicina de Marrocos, em médico moço chegado de Cordone, com 21 anos de idade, apenas, recitou uma prece muito interessante e cheia de ensinamentos aplicáveis ainda em nossos dias. Esse médico chamava-se Abou Amra Moussa ben Meimoen ben Obed Allah el Kartobi el Isrrail e logrou,dentre inúmeros candidatos, o primeiro prêmio por unanimidade da congregação da referida Escola Médica. De sua prece é apenas conhecida a parte que contém admiráveis e elevadas regras deontológicas que servem às nossas meditações profissionais. Traduzimos, de uma revista estrangeira, essa prece da forma seguinte:

“Que o amor da minha arte e de Tuas criaturas me anime sempre e que nem a avidez e aavareza, nem a sede de glória ou de uma alta reputação se aninhem em minha alma; porque, os inimigos da verdade e da filantropia, poderiam facilmente me enganar e me afastar do conceito mais alto de sempre fazer o bem aos teus filhos! Sustenta as forças do meu coração e da minha alma, a fim de que estejam sempre igualmente dispostas a servir tanto ao rico como ao pobre, ao bom como ao mau, ao amigocomo ao inimigo e a não ver no paciente senão o meu semelhante que sofre! Conserva a minha inteligência sã e natural, e a torna capaz de compreender o presente e de presumir com justeza o futuro, ainda que distante; preserva, igualmente, meu espírito de uma obstinação teimosa que recusa conhecer o que é evidente e de uma vã presunção que lhe faça ver o que não deve ser visto! Que meu espíritoseja sempre senhor de si mesmo junto ao leito do enfermo; nem um pensamento estranho o distraia; tudo quanto a experiência e a reflexão sugiram se retrate e que nada possa perturbar a sua meditação! Inspira aos meus doentes confiança em mim e em minha arte e que sempre obedeçam as minhas prescrições. Afasta deles todos os pseudo-médicos, que por certo destruiriam o benefício que eu lhes haja feito...
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