Mecanismos de resistência à seca

Páginas: 13 (3175 palavras) Publicado: 10 de novembro de 2011
UNIOESTE
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ

MECANISMOS DE RESISTÊNCIA À SECA

Acadêmicas: Aline Luana, Amanda Andrade, Gabriela M. Vieira, Luana Pagno
Professora: Andréa Maria Teixeira Fortes
Disciplina: Fisiologia Vegetal
Curso: Ciências Biológicas – Bacharel (2º ano)

Cascavel
2011
INTRODUÇÃO
A água é fator fundamental na produção vegetal. Sua falta ou seu excesso afetam demaneira decisiva o desenvolvimento das plantas.
Desde o surgimento das primeiras plantas no meio terrestre, estas desenvolveram estruturas e mecanismos de resistência para suportar a deficiência hídrica. Embora o déficit hídrico não seja causado apenas pela seca, incluindo também o estresse salino, por congelamento e elevadas temperaturas, a seca é a principal responsável pela redução daprodutividade das culturas agrícolas.

Estresse Hídrico
Estresse é qualquer fator externo que exerce influência desvantajosa sobre a planta, induzindo respostas em todos os níveis do organismo, podendo ser reversíveis ou permanentes (SALAMONI, 2008). Lechinoski et al., (2007), definem o estresse como uma pressão excessiva de algum fator adverso que apresenta a tendência de inibir o normal funcionamentodos sistemas.
A planta está sujeita a inúmeros fatores que pode levar ao estresse. E dentre esses fatores a água pode ser responsável por um estresse que pode alterar todo o funcionamento bioquímico e morfológico das plantas, uma vez sabendo que a água é um fator limitante para a planta em todas as fases de desenvolvimento da planta.

Alterações morfofisiológicas resultantes do estressehídrico

* Redução do turgor: o primeiro efeito biofísico do estresse hídrico é a diminuição do volume celular. As atividades que dependem do turgor são mais sensíveis ao déficit hídrico, principalmente a expansão celular, afetando em especial a expansão foliar e o alongamento das raízes.
* Área foliar diminuída: resposta precoce. Menor expansão celular, menor área foliar, diminuição datranspiração. Pode limitar o número de folhas porque diminui o número e a taxa de crescimento dos ramos.
* Abscisão foliar: se ocorrer estresse após um desenvolvimento substancial da área foliar, há senescência foliar e queda de folhas a fim de ajustar a área foliar.
* Acentua o aprofundamento das raízes: a razão da biomassa entre as raízes e parte aérea depende do balanço funcional entreabsorção de água pelas raízes e a fotossíntese pela parte aerea.
* Estômatos fecham.
* Limita a fotossíntese nos cloroplastos: devido ao CO2. Além disso, o transporte no floema depende do turgor, a diminuição do potencial hídrico no floema durante o estresse pode inibir o movimento dos fotoassimilados.
* Aumento da resistência ao fluxo de água na fase líquida: quando as células secam, elasencolhem. As raízes encolhendo podem afastar sua superfície das partículas de solo que retém a água e seus pelos podem ser danificados.
* Aumento do depósito de cera sobre a superfície foliar: cutícula espessa reduz a perda de água pela epiderme.
* Altera a dissipação de energia das folhas: a perda de calor por evaporação diminui a temperatura foliar, se o estresse hídrico limitar atranspiração a folha esquenta, a menos que outro processo compense a falta de esfriamento, como mudança na orientação das folhas, murchamento.
* Induz o metabolismo das crassuláceas: estômatos abrem à noite e fecham de dia a fim de reduzir a transpiração.
* Diminui a fertilidade do pólen
* Ajustamento osmótico: (ou acumulação de solutos pelas células) é um processo pelo qual o potencial hídricopode diminuir sem que haja diminuição na turgidez
* O estresse hídrico diminui a fotossíntese e o consumo de fotoassimilados nas folhas, podendo afetar a utilização de carboidratos, por alterar, basicamente, a eficiência com que os fotoassimilados são convertidos para o desenvolvimento de partes novas na planta.

Plantas Xerófitas
As plantas xerófitas, segundo Costa (2001), são...
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